Serviços registra alta de R$ 501 bi em 2006

O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio respondeu por 29,9% da receita, gerando um total de R$ 149,7 bilhões em receita operacional líquida

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Como tem acontecido nos últimos dois anos, as empresas prestadoras de serviços mantém crescimentos vertiginosos e tiveram receita operacional líquida de R$ 501,1 bilhões em 2006, segundo Pesquisa Anual de Serviços divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, as empresas do setor ocuparam 8,125 mil pessoas e pagaram R$ 95,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, de acordo com a pesquisa.

O setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio respondeu por 29,9% da receita, gerando um total de R$ 149,7 bilhões em receita operacional líquida (ganho da empresa após o pagamento dos impostos diretos, devoluções e abatimentos de vendas). Também destacaram-se na geração de ganhos os serviços de informação (28,7%) e serviços prestados às empresas (21,5%).

Grandes

A participação de empresas de grande porte cresceu no setor de serviço. Em 2006, elas representaram 54,7% do total. Quando o quesito é remuneração, os serviços de informação se destacam pelos melhores salários: apresentam o maior salário médio tanto para o total de empresas (6,3 salários mínimos), quanto entre as grandes empresas (9,4 salários mínimos).

Correios

Mesmo com a área de serviços dando saltos expressivos no mercado, a alta dos juros tem pressionado vários segmentos como o de transportes e fretes, por exemplo. No caso do Correios, hoje a empresa reajusta as tarifas de seus serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, conforme portaria do Ministério das Comunicações publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

Com isso, os serviços telegráficos nacionais serão corrigidos, na média, em 10,6%. Já os internacionais, na média, 15,3%. O valor da carta não-comercial passa de R$ 0,60 para R$ 0,65, uma aumento de 8,3%. A tarifa da carta social, destinada à população de menor poder aquisitivo, não sofrerá reajuste e segue custando R$ 0,01. A carta comercial sobe de R$ 0,90 para R$ 1,00, alta de 11,1%.

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