EUA ainda não definem verba para montadoras

Este ano, o número de carros vendidos nos EUA deve atingir seu nível mais baixo desde o início da década de 1980, com uma queda de mais de 25% em relação a 2007, de acordo com algumas estimativas. Entre os três fabricantes, a GM preocupa mais em curto prazo

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O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, declarou ontem que os US$ 700 bilhões de dólares colocados à disposição pelo Congresso tinham por objetivo ajudar as instituições financeiras, não as montadoras americanas em dificuldades.

“Sei que os construtores de automóveis são importantes para os Estados Unidos”, declarou Paulson durante entrevista à imprensa, na qual qualificou a cadeia automotiva como “chave” para a indústria do país.

“É preciso uma solução” para os três grandes grupos de Detroit (Ford, General Motors e Chrysler) que enfrentam dificuldades financeiras extremas, mas o plano de resgate concebido pelo Tesouro “tem por objetivo dirigir-se ao setor financeiro”, disse. “Minha atenção volta-se para o sistema financeiro”, acrescentou Paulson. General Motors e Ford, os dois maiores fabricantes de automóveis dos Estados Unidos, acumulam bilhões de dólares em perdas este ano.

No topo da lista de solicitações do setor está uma dotação de S$ 25 bilhões, votada no início de setembro pelo Congresso para ajudar a indústria automobilística americana a reorientar sua produção para modelos mais ecológicos. Por motivos burocráticos, esse dinheiro ainda não foi desbloqueado.

O fato é que essa soma já não é suficiente e precisa ser dobrada para US$ 50 bilhões, valor cada vez mais consensual em Washington. Mais preocupante, ainda, a General Motors advertiu que poderá iniciar 2009 com um nível de liquidez que já não lhe permitirá continuar, normalmente, suas atividades.

A GM emprega 250 mil pessoas somente nos EUA. Este ano, o número de carros vendidos nos EUA deve atingir seu nível mais baixo desde o início da década de 1980, com uma queda de mais de 25% em relação a 2007, de acordo com algumas estimativas. Entre os três fabricantes, a GM preocupa mais em curto prazo. Nem a Ford nem a GM podem levantar capital, diante da queda livre de suas cotações. A Ford vale menos de US$ 4 bilhões na Bolsa. A GM está avaliada em US$ 2 bilhões.

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