Movimentação de cargas cresce mais de 60.000% no aeroporto de Campo Grande

O aumento foi registrado na importação de cargas, pois não é feita exportação pelo aeroporto

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A movimentação de cargas no Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS), administrado pela Infraero, explodiu e atingiu 60.393% de crescimento no comparativo de janeiro a agosto de 2008 com o mesmo período do ano passado. O aumento foi registrado na importação de cargas, pois não é feita exportação pelo aeroporto.

Nos primeiros oito meses de 2007 foram 25 toneladas importadas e, de janeiro a agosto deste ano, o número decolou para 15.123 toneladas. A explicação para esse crescimento está na implantação de novas fábricas de celulose no parque industrial do município de Três Lagoas, localizado no leste do Estado, a 337 km de Campo Grande. Já o número de embarques e desembarques de passageiros subiu de 484 mil, de janeiro a agosto de 2007, para 557 mil nos oito primeiros meses de 2008, um crescimento de 15,21%.

Desembaraço de cargas

O aeroporto da capital é o único local alfandegado indicado pela Receita Federal para o desembaraço das cargas importadas para o Estado. Quando a carga, mesmo vindo por via terrestre, chega às indústrias da International Paper (IP) e da Votorantim Celulose e Papel (VCP), ela tem que ser desembaraçada pela Infraero. A estatal é quem registra os equipamentos e produtos no sistema de desembaraço da Receita.

O crescimento registrado no Terminal de Cargas garantirá um superávit para o aeroporto, segundo o superintendente, Roberto Nascimento. “Estamos superavitários neste ano contra um resultado deficitário no mesmo período de 2007, o que demonstra que o Aeroporto Internacional de Campo Grande está decolando para um ano positivo em seu resultado econômico”, comemorou.

Fórum de Logística

Esses números do aeroporto foram apresentados no Fórum Permanente de Logística do Mato Grosso do Sul, ocorrido na última quinta-feira (18/9). O evento, criado em abril de 2008, tem por objetivo identificar os problemas existentes nos setores da cadeia logística do Estado. Participaram do encontro instituições públicas,  privadas e empresas como Receita Federal, Secretaria de Fazenda do Estado, representantes de operadores de carga e de companhias aéreas.

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