Campinas ganha escola de logística

Há uma contrapartida da instituição que é manter 50% das vagas para bolsistas

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O setor de logística se expande no Brasil e a busca por profissionais qualificados promove o crescimento de uma rede educacional com foco nesse segmento. A região de Campinas é vista como uma das principais no mercado nacional na área de logística e será a primeira a ter um colégio técnico e tecnológico com cursos voltados para aprimorar a mão-de-obra desse setor. O Centro de Educação, Pesquisa e Logística (CEPLog), cuja mantenedora é a Fundação Instituto Tecnológico de Logística (Fitel), abrirá as suas portas para os alunos em 1 de setembro. O espaço recebeu investimentos de R$ 5 milhões, sendo R$ 3,5 milhões na construção de um prédio com salas de aula, laboratórios, auditório e setor administrativo, e mais R$ 1,5 milhões em equipamentos.

A maioria dos recursos foi disponibilizado pelo governo federal e uma parte pela iniciativa privada. O local tem 3,8 mil metros quadrados construídos, 8 mil metros quadrados de área total e mais 22 mil para expansão que serão usados em aulas práticas com simulações de operações como as de guinchos e caminhões com cargas perigosas. O presidente da Fitel, Valter Célio Boscatto, destacou que o projeto da escola surgiu no final da década de 90 e foi sendo estruturado nos últimos oito anos. “Em 1982, os empresários da região criaram o Terminal Intermodal de Cargas (TIC), quando o mercado ainda não discutia ações práticas para evitar o trânsito de caminhões dentro das cidades e nem estruturas que pudessem abrigar empresas do setor de logística. Campinas foi pioneira e agora, mais uma vez, sai na frente em um centro de ensino focado exclusivamente para este setor”, disse.

Ele destacou que a escolha pela região da Rodovia D. Pedro I, próximo ao Jardim Santa Mônica, foi estratégica. “Essa ponta de bota se configura na mais importante esquina logística do País com entrocamento de importantes rodovias e um ramal ferroviário que é um corredor de exportações. É preciso ainda ressaltar a proximidade com o Aeroporto Internacional de Viracopos que é um importante equipamento para a logística da região e do País”, comentou. Ele afirmou que para definir o melhor modelo para o colégio de ensino técnico foram realizadas visitas em grandes centros logísticos no mundo. “A região onde está o CEPLog foi projetada para abrigar o TIC, o Tecnopark, o parque tecnológico de Campinas, grandes armazéns logísticos alfandegados e empresas desse setor.”

O presidente comentou que, mesmo com a demora na finalização do projeto da instituição de ensino, o centro educacional “vai entrar em funcionamento no momento certo, porque essa indústria cresce a cada ano e necessita de profissionais capacitados para ganhar competitividade”. Boscatto destacou que os recursos alocados pelo governo federal saíram do Programa de Extensão da Educação Profissional (Proesp). Há uma contrapartida da instituição que é manter 50% das vagas para bolsistas. “E também iremos promover ações que beneficiem a comunidade”, acrescentou. Ele salientou que o objetivo do empreendimento é promover o ensino prático e teórico em diferentes funções da cadeia logística. Para alcançar esta meta, a escola prepara uma grade curricular que supra as necessidades do mercado, conforme explicou Boscatto.

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