Grupo que analisa Estatuto do Motorista Profissional sugere uso de chip para controlar jornada de trabalho da categoria

O grupo é constituído por representantes de entidades patronais e dos trabalhadores do setor e funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)

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O grupo que estuda as condições de trabalho dos profissionais do setor de transporte rodoviário sugeriu, em reunião na manhã desta segunda-feira (29), a utilização de chip parao controle do horário de atividade dos motoristas, em substituição ao Registrador Instantâneo Inalterável de Velocidade e Tempo, o chamado tacógrafo. O grupo é constituído por representantes de entidades patronais e dos trabalhadores do setor e funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Segundo informou Francisco Canindé de Oliveira, assessor jurídico do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), senador Paulo Paim (PT-RS), e que o representou na coordenação dos trabalhos, o chip já existe no mercado e é usado para controle de pedágio. Os integrantes do grupo de trabalho discutiram a possibilidade de aprimorar esse equipamento de forma a que o instrumento também faça o controle da carga horária dos motoristas.

Francisco Canindé disse que o chip é mais eficiente do que o tacógrafo porque não pode ser desligado, ajustado ou alterado pelo caminhoneiro ou pelo dono do caminhão. Ressaltou ainda que, com aperfeiçoamento, o chip tem a capacidade de registrar o tipo de caminhão, o horário em que o caminhão foi ligado, o período e o local de tráfego, bem como quantos quilômetros o veículo rodou.

Na reunião desta segunda-feira, informou o assessor jurídico, o grupo de trabalho também discutiu a redação final do projeto de lei do Estatuto do Motorista Profissional (PLS 271/08), de autoria do senador Paulo Paim. A proposta tramita em conjunto como PLS 91/03, também apresentado por Paim, que visa regulamentar a atividade de motorista e cobrador de transportes coletivos urbanos. O colegiado quer chegar a um consenso e apresentar um texto que contemple os interesses do governo, do setor patronal e dos trabalhadores.

O documento será discutido em audiência pública marcada para o dia 13 de outubro, às 9 h, com a finalidade de construir uma redação consensual que poderá servir de subsídio ao senador que vier a ser designado relator da proposta. A matéria tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será votada em decisão terminativa.

Foram convidados para a audiência representantes dos Ministérios do Trabalho e Emprego e dos Transportes, da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério Público do Trabalho. Também deverão participar representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e de organizações representativas dos patrões e dos empregados da área de transporte de carga e de passageiros – o que inclui motos e táxis – e das centrais sindicais. (Iara Farias Borges / Agência Senado)

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