Avon investe US$ 150 milhões em distribuição

A fabricante de cosméticos, que atualmente possui três centros de distribuição (CD) - em Osasco (SP), Simões Filho (BA) e Maracanaú (CE) - decidiu que vai construir uma nova unidade em São Paulo, maior e mais moderna, em Cabreúva

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O crescimento médio anual de cerca de 30% nas vendas da Avon ao longo dos últimos três anos levou a companhia a rever o sistema de logística e a definir investimentos de pelo menos US$ 150 milhões para ampliar sua estrutura de distribuição no País. A fabricante de cosméticos, que atualmente possui três centros de distribuição (CD) – em Osasco (SP), Simões Filho (BA) e Maracanaú (CE) – decidiu que vai construir uma nova unidade em São Paulo, maior e mais moderna, em Cabreúva, em substituição a de Osasco, que será fechada no início de 2011. Além disso, a partir de 2009 estudará a ampliação e modernização dos CDs localizados no Nordeste.

“Desde 2006 o Brasil tem apresentado um crescimento acelerado, de dois dígitos”, afirmou o presidente da companhia no Brasil, Luis Felipe Miranda. “O investimento em infra-estrutura logística é uma resposta da empresa a este crescimento”, disse. ]

Somente no segundo trimestre deste ano, a receita da operação brasileira teve alta superior a 30%, ante igual período do ano passado, conforme informou mês passado a sede do grupo, em Nova York. Em 2007, a operação no Brasil cresceu a patamares de 40% e no ano anterior, a companhia registrara faturamento que superou o US$ 1 bilhão, valor 30% maior que o de 2005. Com isso, a operação brasileira já responde pelo segundo maior volume de vendas, atrás apenas do mercado norte-americano.

O desempenho da Avon no Brasil fica acima do apresentado pela indústria de higiene e beleza nacional, cujo faturamento cresceu 12% em reais em 2007 e 24,7% em dólares.

O novo CD ocupará uma área de 70 mil metros quadrados em um terreno de 267 mil metros quadrados já adquirido pela empresa. Miranda não detalhou valores, mas garantiu que a maior parte dos recursos será aplicada em tecnologia.

A nova unidade, que deve iniciar operação no segundo semestre de 2010, terá capacidade para atender 70% de todo volume de pedidos da companhia. Outros 20% deverão ser atendidos pelo CD da Bahia e o centro cearense responderá, assim, pelos 10% restantes.

A expectativa é reduzir o tempo de entrega das encomendas, mas não há metas precisas definidas. Atualmente o prazo é de três a quatro dias. “Qualquer investimento em eficiência que aumente a satisfação do cliente acaba resultando em aumento da receita”, disse Miranda, sem revelar qual a estimativa de economia de custos com o novo centro de distribuição, que deve empregar 1,3 mil funcionários, ante os 1,7 mil de Osasco.

A companhia tem realizado programas de corte de custo desde 2005 que devem economizar até US$ 700 milhões quando o processo estiver finalizado em 2012.

Além da Avon, também a Natura Cosméticos está investindo em centros de distribuição. A companhia anunciou no início deste ano que vai construir mais duas unidades, em locais não divulgados, para descentralizar a operação. Os investimentos para esse projeto não foram divulgados, mas fazem parte do plano da empresa de investimentos totais de R$ 400 milhões até 2010. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 8)(Luciana Collet)

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