Frota mundial para GNL deve triplicar

A frota mundial de navios transportadores de gás natural liquefeito deve alcançar 700 navios em 2030, contra os atuais 260. Já a produção da commodity passará para 576,7 milhões de toneladas

Encomendas para janeiro já recuam 40% nas autopeças
Concordata da Mesa pode levar Embraer a revender 36 jatos
Motorola cria programa para mobilidade corporativa

São Paulo – A crescente demanda global por gás natural liquefeito (GNL) vai exigir a triplicação da frota mundial de navios transportadores do produto até 2030. Estão hoje em operação 260 embarcações, com capacidade conjunta de transporte de 33 milhões de metros cúbicos. Este montante deve alcançar 700 navios, com capacidade de 78 milhões de metros cúbicos até 2030, segundo estudo do Oxford Business Group.

Nos próximos anos, a produção mundial de GNL deve crescer cerca de 14%, com a entrada em operação de novos projetos no Catar e Indonésia, segundo informa a consultoria econômica Zawya. Entretanto, estima-se que a demanda deva crescer dos atuais 226 bilhões de metros cúbicos (165 milhões de toneladas) para 320 bilhões de metros cúbicos (233,6 milhões de toneladas) em 2010 e 790 bilhões de metros cúbicos (576,7 milhões de toneladas em) em 2030.

Atualmente existem 112 navios pedidos ou em fase de construção, dos quais 25 navegarão com a bandeira da empresa Qatar Gas Transport Company. Destas embarcações, 14 serão da nova classe Q-Max, as maiores embarcações atualmente em existência, com capacidade de transporte de 266 mil metros cúbicos. A empresa pretende operar com 56 embarcações em sua frota até 2010, estando entre as maiores frotas de transportadores do produto em todo o mundo.

Segundo um estudo estatístico da petrolífera britânica BP, que também opera no setor, o comércio global de GNL cresceu 7,3%, no ano passado. O Egito produziu 5,2 milhões de toneladas da commodity no primeiro semestre de 2008, mas têm potencial para 6,1 milhões de toneladas. O país árabe usou a maior parte do produto para consumo doméstico. No período, a Nigéria produziu oito milhões de toneladas, cerca de 72% de seu potencial.

Segundo a Zawya, citando Abdullah Al Shuraim, presidente da Gulf Navigation Holding, novos projetos estão em desenvolvimento no Catar, Indonésia, Iêmen, Austrália e Rússia. Segundo o executivo, o Catar está se esforçando para aproveitar esta demanda e ingressar em novos mercados, ampliando sua capacidade de produção, processamento e transporte. O país começou recentemente a vender GNL para a Europa e já atende clientes na Ásia há alguns anos.

De acordo com o CEO da Qatar Gas, Faisal al-Suwaidi, uma das causas para o crescente consumo de GNL é a grande preocupação com a emissão de gases causadores do efeito estufa.

O Catar pretende ampliar sua produção de gás natural para 77 milhões de toneladas ao ano até 2011, contra as atuais 31 milhões de toneladas. Para alcançar esta meta a Qatargas construiu uma nova planta de processamento e centro de estocagem do produto. As unidades devem começar a operar no final deste ano. Outra nova planta, com capacidade de 7,8 milhões de toneladas, deve entrar em operação em 2009. A empresa também acaba de receber um cais pré-fabricado para embarque de gás no porto de RasLaffan.

A outra empresa de produção de GNL do Catar, a RasGas, também está ampliando sua produção, e sua capacidade deve crescer das atuais 20,7 milhões de toneladas para 37 milhões em 2009, segundo informa a Zawya. A empresa está construindo duas novas unidades de processamento com capacidade anual de 7,8 milhões de toneladas cada. A primeira deve entrar em operação este ano e a segunda em 2009.

Link para a matéria

COMMENTS