Carga aérea dispara e anima empresas a ampliar aportes

A Gollog, da Gol Linhas Aéreas, registrou alta de 43% no período, sendo que acaba de iniciar operações para o Uruguai

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SÃO PAULO – As empresas de carga aérea incrementam seus negócios para abocanhar uma fatia maior em um mercado aquecido no País: o movimento, só no primeiro semestre de 2008, somou 366 mil toneladas nos terminais de carga aérea da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), contra 315 mil toneladas no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da estatal. Além disso, a receita de carga aérea das companhias do segmento não pára de avançar. Para se ter uma idéia, a Gollog, da Gol Linhas Aéreas, registrou alta de 43% no período, sendo que acaba de iniciar operações para o Uruguai. A TAM Linhas Aéreas viu os ganhos do segmento avançarem 33,4%, nestes seis meses, aliados à inauguração de um novo terminal, em Manaus (AM), com o triplo da capacidade do anterior.

Ao trabalhar somente com transporte de cargas, a Absa Cargo avisa que já bateu as metas de movimentação nos primeiros meses do ano e que por isso quer mais um avião em 2009. Entre os fatores que impulsionam as empresas, segundo fontes do setor, está a crise da VarigLog, empresa de carga aérea da antiga Varig não adquirida pela Gol, que estaria abrindo espaço, nos céus, para vôos maiores das outras companhias, além de acelerar as importações, fato que tem incentivado os aportes das empresas.

A TAM Cargo, por exemplo, inaugurou ontem, em Manaus, seu maior terminal, com 11 mil metros quadrados de espaço, três vezes maior que o anterior mantido pela companhia na região. “Manaus é estratégica para a TAM, em função da produção cada vez maior da Zona Franca e do aumento de vôos internacionais no aeroporto”, falou Paulo Castello Branco, vice-presidente de Planejamento e alianças da TAM.

O espaço terá capacidade para armazenar mais de 80 toneladas de cargas, diariamente. Somando-se os mercados doméstico e internacional, a TAM Cargo registrou receita bruta de R$ 470 milhões no primeiro semestre do ano, cerca de 33% a mais que nos primeiros seis meses de 2007, avanço que a companhia atribuiu à ampliação dos acordos corporativos e ao aumento da oferta internacional, aliados à renovação da frota, que passa a ter aeronaves maiores, e, conseqüentemente, mais espaço nos porões.

Uruguai

A Gollog também anuncia um panorama favorável, tendo visto a receita semestral passar de R$ 104 milhões, valor que, apesar de ser inferior ao conseguido pela TAM, é 43% maior do que o registrado pela Gol no primeiro semestre do ano passado. A empresa também percebeu alta de 37,1% no volume transportado.

Neste mês, a empresa de cargas da Gol conseguiu estabelecer operações logísticas no Uruguai, em parceria com a local Scand Repemar, para transportar mais de duas toneladas por vôo. “O início das operações de cargas trará benefícios ao Uruguai e ao Brasil, gerando novas receitas e ajudando o comércio e as relações bilaterais”, comentou recentemente Cyro Lavarello, diretor de Cargas da Gol.

Com o negócio, a partir das cidades de Montevidéu, Porto Alegre e São Paulo, as cargas poderão ser distribuídas para 57 destinos operados por Gol e Varig na América do Sul. A parceria da aérea brasileira com a SkyCargo, divisão de cargas da Emirates, possibilita conexões logísticas a 97 destinos, distribuídos por 60 países.

A Gollog opera duas bases próprias, uma em Congonhas, São Paulo, e outra no aeroporto Internacional de Guarulhos, além de 49 franquias distribuídas pelo País. Na América Latina, opera nove destinos distribuídos por Argentina, Paraguai, Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Uruguai.

Aeronave

Especialista no transporte de cargas, a empresa Absa Cargo esperava um avanço de 5% a 10% nos negócios, mas, segundo sua assessoria, ultrapassou essa meta no primeiro semestre, embora não possua ainda os números consolidados. A empresa retomou, em maio passado, os vôos nacionais e espera, até o fim de 2008, ampliar de quatro para sete as rotas domésticas, e, em 2009, somar mais uma aeronave às duas que mantém. (Fabíola Binas – DCI)

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