Demanda cria fila para comprar carros

Várias revendas ainda afirmam que, com o poder aquisitivo maior da população, mais carros com vários acessórios e com modelos de luxo e acima dos populares estão sendo procurados

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O setor automobilístico continua com altíssimas vendas no varejo brasileiro, com a demanda estimulada pela oferta de crédito e uma classe média cada vez maior no Brasil. Com a forte procura, as montadoras afirmam ter aumentado a produção para não faltarem carros no mercado este semestre, mas algumas concessionárias, como a Viamar, dizem que ainda há lista de espera, mas apenas para poucos modelos. Na grande maioria dos casos, agora não faltam mais veículos.

Procuradas pelo DCI, várias revendas ainda afirmam que, com o poder aquisitivo maior da população, mais carros com vários acessórios e com modelos de luxo e acima dos populares estão sendo procurados. O impacto dos juros e a ameaça de uma pequena desaceleração também não devem ser sentidos este ano pelo segmento, segundo especialistas. Para driblar a concorrência, feirões e iniciativas de marketing estão na pauta das lojas para manterem o ritmo acelerado das vendas, que por ora tende a cair apenas a partir do no que vem.

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em julho foram comercializados, entre automóveis e comerciais leves, 272.926 unidades, um crescimento de 32,26% se comparado com julho do ano passado.

Com 7 concessionárias no Estado de São Paulo e líder de emplacamentos da Chevrolet, a Viamar também vê um ano recorde de vendas, mas novos modelos, como o Captiva, que deve começar a ser comercializado na segunda quinzena de agosto, já começam a ser procurados e a formar lista de espera. Outro modelo, como a picape S-10, que foi remodelada, está com a entrega prevista para somente 90 dias, porém a GM já teria dobrado a produção do veículo.

Segundo Mauro Cogo, gerente de Zero-quilômetro da Viamar, neste primeiro semestre o grupo vendeu 8,6 mil carros zero-quilômetro, o que representa um crescimento de 20% em relação ao semestre passado. Para o segundo semestre, esperam um crescimento semelhante. Em média, a rede vende 1,2 mil carros zero por mês, e 600 seminovos.

De acordo com o gerente, a grande mudança no mercado foi a procura por carros melhores e de maior porte: hoje, cerca de 60% dos carros vendidos pela Viamar são populares e o restante, carros médios ou de luxo, enquanto em 2006, por exemplo, os populares representavam por volta de 80%.

“Hoje, os carros também são mais acessíveis e têm mais acessórios. A oferta de crédito facilitou isso; antes o primeiro carro era seminovo, agora já é carro zero.” A Viamar também passou a investir mais em marketing e a fazer feirões, na maioria das vezes organizados pela própria montadora. Em finais de semana em que há feirão, verifica-se um impulso de até 40% nas vendas.

O consultor especializado no setor automotivo José Rinaldo Caporal Filho, diz que não faltam veículos realmente no mercado, como no passado, pois as montadoras acompanham a demanda. Também não houve grandes reajustes nos preços, mesmo com a alta de alguns insumos na fabricação de carros. O consultor acredita que o patamar de crescimento do setor é muito alto, “muito acima do crescimento do País, e deve continuar alto, mas naturalmente em um patamar um pouco menor no ano que vem”.

A informação é compartilhada por Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, que projeta alta de 19% nas vendas este ano, em relação ao ano passado. “O mercado está tranqüilo, não há desespero e não estamos sentindo o impacto dos juros”, reforça.

Mercado

No ano, o setor da distribuição (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus) vendeu 1.695.653 unidades, ou seja, alta de 30,45% que de janeiro a julho de 2007. As vendas de veículos bicombustíveis aumentaram também neste ano e o segmento representa 87,6% dos veículos comercializados no período.

Na área de máquinas agrícolas e veículos pesados, o mercado também comemora bom resultado, além da venda de ônibus. A previsão é de que o País feche o ano com vendas 24,2% maiores que em 2007, tendo os importados expansão de 49,8% e as máquinas agrícolas, de 38,6%.

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