Setores tiveram bom desempenho

Dentre os setores o melhor resultado tanto em termos financeiros como de crescimento ficou com indústria, que alcançou uma receita operacional líquida de R$ 676,7 bilhões e evolução de 12%

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A edição 2008 da revista Balanço Anual indica que juntos os setores de serviços, indústria, comércio e agronegócios registraram um faturamento líquido de R$ 1,5 trilhão, com crescimento de 6,9% em comparação com o resultado do ano anterior. Dentre os setores o melhor resultado tanto em termos financeiros como de crescimento ficou com indústria, que alcançou uma receita operacional líquida de R$ 676,7 bilhões e evolução de 12%.

O setor de indústria foi subdividido em 17 categorias. De um modo geral a indústria nacional registrou em 2007 crescimento da demanda oriunda principalmente do mercado interno, em razão da facilidade de crédito e do aumento de renda.

Para fazer frente à demanda de mercado, as indústrias montaram planos de investimento para modernização das fábricas e aumento da capacidade instalada. De acordo com dados do BNDES, no período de 12 meses encerrados em julho, os desembolsos para a indústria somaram R$ 30,2 bilhões. Entre os setores industriais, a maior demanda por financiamento veio do extrativo-mineral, cuja previsão de investimento é de R$ 80,2 bilhões para o período de 2008 a 2011. Para se ter a dimensão do montante, no período de 2004 a 2007 foram aplicados R$ 47,1 bilhões.

Pelo levantamento do BNDES, a produção de minério de ferro deverá crescer 60% até 2012 e a produção das siderúrgicas deve dobrar até 2014, para chegar a 80 milhões de toneladas.

Serviços

Com o segundo melhor faturamento líquido o setor de serviços totalizou R$ 450,6 bilhões e evolução de 8,9% em 2007.

Neste setor foram analisadas empresas que atuam em onze categorias em um total de mais de 5 mil empresas que juntas representam um patrimônio líquido de R$ 529,2 bilhões. Em termos de receita operacional líquida, a exemplo dos anos anteriores, os negócios de serviços demonstraram vitalidade.

Se levarmos em consideração a receita, os maiores crescimentos ficaram com os subsetores de energia elétrica que aumentou 14,7%, e transporte e logística com 13,2%. O desempenho das empresas de energia elétrica deve continuar evoluindo nos próximos anos em razão das perspectivas de abastecimento a médio prazo. A Usina Santo Antônio, por exemplo, deverá produzir mais 3 mil MW no rio Madeira, em Rondônia, com investimento de cerca de R$ 9,5 bilhões.

Além das hidrelétricas também estão previstos recursos para os campos eólico e nuclear. Haja vista a abertura, em julho passado, realizada pela Impsa Wind da sua primeira fábrica brasileira de equipamentos para geração de energia eólica. Localizada no complexo industrial e portuário de Suape, em Pernambuco, o projeto exigiu investimentos de R$ 145 bilhões.

Agronegócios

Com receita operacional líquida de R$ 227,8 bilhões, o setor de agronegócios apresentou crescimento de 9,1% no ano passado. Contemplando dois subsetores, a área de agronegócios apresentou bom resultado apesar da queda nos preços das commodities agrícolas no mercado internacional.

Além das culturas de milho, soja ou trigo, há atualmente um outro produto que vem atraindo a atenção dos agricultores. Hoje, o etanol é o grande alvo de investimentos estrangeiros e já existem mais de 400 plantas de usinas ativas ou em desenvolvimento.

Comércio

A partir do resultado verificado em quatro subsetores, o comércio somou em 2007 receita operacional líquida de R$ 202,2 bilhões com evolução de 6,3% em comparação ao volume financeiro obtido no ano anterior.

O comércio varejista mantém a liderança em receita com R$ 123,9 bilhões e o maior crescimento ficou com os distribuidores de veículos com aumento de 21,9% na receita. (Redação – Gazeta Mercantil)

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