Transportadores querem reajuste de 15% nos fretes

Em comunicado ao mercado, NTC&Logística alertou para a necessidade de reajuste mínimo de 15% em média nos fretes, ante à crise econômica e o aumento de custos para as empresas de transportes. Presidente da entidade reforçou a necessidade do reajuste argumentando que empresas concederam muitos descontos para evitar a queda brusca de cargas durante a crise

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A NTC&Logística, Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística, apresentou na semana passada um comunicado em tom de alerta para todo o mercado. De posse de um estudo realizado por seu Departamento de Custos, a entidade divulgou a necessidade de reajuste dos fretes na ordem de 15%. Segundo o presidente da NTC&Logística, Flávio Benatti, que concedeu entrevista exclusiva ao Portal Transporta Brasil, a crise econômica internacional obrigou as transportadoras a conceder diversos descontos aos clientes para não terem uma queda muito brusca no movimento de cargas e está na hora de fazer a recomposição das tarifas.

“Lamentavelmente, fomos pegos no contrapé com o problema sério da economia mundial que refletiu em nosso setor e se tornou muito difícil o repasse de 7,6% recomendado pela NTC no início do ano. Houve muitos casos até em que as empresas tiveram que dar descontos para seus clientes. Os embarcadores forçaram muito os transportadores a baixar o custo do transporte. Além disso, alguns transportadores tiveram que desmobilizar algumas áreas de suas empresas para fazer frente a esta crise”, disse Benatti à reportagem.

Retomada

Na pesquisa realizada pela NTC, 84% dos 314 empresários participantes acreditam que o mercado está igual ou até melhor do que antes da crise. Neste cenário, a entidade recomenda a reconstituição das tarifas para que as empresas possam atender à demanda aquecida. “Temos agora um cenário de retomada da economia e as empresas terão que realinhar os custos para atender à demanda da economia. As empresas que tiveram que baixar suas tarifas, mesmo precisando dos 7,6% de reajuste no começo do ano, terão até que fazer reajustes maiores dos 15% recomendados. Este é o caminho que encontramos para sinalizar ao mercado a necessidade das empresas”, diz o presidente.

Benatti acrescenta ainda ao cenário o grande número de custos que se agregaram às operações, como as restrições à circulação de veículos de cargas nas grandes cidades, a falta de infraestrutura viária no País e ao trânsito caótico em muitos centros urbanos brasileiros.

Por: Leonardo Helou Doca de Andrade – Redação Portal Transporta Brasil

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