Transportadoras do ABC paulista se unem para formar novo operador logístico

Nova empresa, batizada de Trafti, já nasce com faturamento anual de R$ 250 milhões e une as transportadoras Ajofer, Fantinati, Trans-Postes e Transvec, e a operadora logística Mestralog. Presidente do grupo, Antonio Wrobleski Filho, apresentou a fusão junto dos demais acionistas em coletiva realizada na cidade de São Paulo

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Em um cenário cada vez mais nebuloso para as empresas de transporte de cargas, com altos custos, péssima infraestrutura viária e pesada carga tributária, a fusão de empresas tem sido uma saída lógica para enfrentar a alta competitividade do setor e o nível cada vez maior de exigência dos clientes. Neste cenário, nasce, no ABC paulista, o mais novo operador logístico com capital 100% nacional.

Trafti – nome composto das iniciais das cinco empresas

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A Trafti, que se apresenta como uma nova empresa de soluções logísticas para o mercado, nasce da fusão das tradicionais Ajofer, Fantinati, Trans-Postes, Tranvec e Mestralog. Da união, surge uma operadora logística que, de acordo com o presidente do grupo, Antonio Wrobleski Filho, tem faturamento anual de R$ 250 milhões, com previsão de crescimento para R$ 400 milhões em cinco anos. O nome Trafti é uma composição das iniciais das empresas que participam da fusão.

Segundo Wrobleski, a união das empresas estava sendo tratada desde o mês de setembro do ano passado e a complementaridade de serviços entre as participantes da Trafti foi a chave para a criação da nova operadora. “A sinergia entre as operações das cinco empresas e a necessidade de oferecer serviços integrados foram o ponto inicial deste casamento, que teve um ensaio na criação da Mestralog, há três anos”, explicou o executivo.

Com mil funcionários e uma frota estimada em mil equipamentos, entre caminhões leves, médios e pesados, a Trafti unifica as operações das cinco empresas da fusão no atendimento a clientes dos setores de importações e exportações, automotivo, farmacêutico, linha branca, higiene e limpeza e alimentos. “Se fôssemos atuar por muito mais tempo apenas em transportes, nossa vida no mercado seria curta e seríamos apenas transportadores de empresas de logística”, disse Everson Machado, da Trans-Postes, um dos acionistas da Trafti.

Tudo começou no Setrans

A necessidade de unir as operações, otimizar os custos e formar uma empresa mais robusta e atuante em diversos segmentos fez da Trafti a mais nova operadora logística brasileira, com berço em uma das regiões industriais mais prósperas do Brasil: o ABC paulista. “Tudo começou dentro do Setrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do ABC), com nossa amizade e os debates sobre a entrada dos operadores logísticos no mercado, que estavam oferecendo serviços completos. Enxergamos a sinergia entre nossas empresas e decidimos fazer a fusão”, comenta Antonio Oliveira Ferreira, da Ajofer, que foi presidente do Setrans.

O presidente da Trafti, Antonio Wrobleski Filho, conta que a nova empresa já tem 500 clientes, provenientes do trabalho das cinco integrantes do grupo e que, para estes clientes, nada muda. “Faremos uma transição muito tranqüila e manteremos o compromisso com nossos clientes, no cumprimento dos contratos e nas características do nicho de atuação de cada empresa do grupo”, diz. De acordo com ele, os mais de mil funcionários e cerca de 400 agregados continuam a trabalhar e não haverá demissões.

“Estamos entre as dez maiores empresas de logística do Brasil em faturamento e a Trafti já nasce com 150 anos de experiência, somando o tempo de existência de cada uma das participantes”, afirmou Wrobleski na coletiva de imprensa realizada em um hotel na cidade de São Paulo.

Estrutura

Segundo os acionistas da Trafti, a empresa conta atualmente com uma estrutura formada por 20 filiais nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, que dispõem de uma área coberta de armazenagem com mais de 50 mil metros quadrados e área de pátio com mais de 250 mil metros quadrados.

“A nossa meta em curto prazo é expandir nossas operações para as regiões Norte e Nordeste do Brasil e também para países vizinhos como Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai”, diz Wrobleski.

Investimentos

A Trafti pretende investir a quantia de R$ 20 milhões ao ano em renovação de frota, implementação de tecnologias, como softwares de ERP e de gestão de transportes e de armazenagem, na gestão ambiental e na melhoria dos processos.

“A Trafti conta com o que há de melhor de cada empresa integrante da fusão. O gerenciamento de riscos, os sistemas de controladoria e os processos, tudo será unificado em uma central de gerenciamento em um período de transição que vai até dezembro deste ano”, conta o executivo.

Por: Leonardo Helou Doca de Andrade – Transporta Brasil

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