Ford Maverick: torque de caminhão leve e refinamento de SUV de luxo

Ford Maverick: torque de caminhão leve e refinamento de SUV de luxo

Testamos a versão única disponível no Brasil da Ford Maverick, uma picape com dimensões intermediárias que veio para seduzir os fãs de vários segmentos

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Fabricada no México e com linhas que remetem a uma picape de dimensões grandes, a Ford Maverick FX4 Lariat (laço em inglês) traz características de dois mundos: a brutalidade e a força das picapes tradicionais e as dimensões e luxo dos SUVs que estão tão em moda no mercado mundial atualmente. A versão testada por nós do Transporta Brasil foi em cor Azul Lyse LDX, como o leitor pode observar nas fotos tiradas em nosso trajeto pela Via Dutra, inclusive no Santuário de Aparecida do Norte, em São Paulo, e a viagem foi feita em trechos urbanos, rodoviários e fora de estrada, totalizando 580 quilômetros rodados.

O veículo, fabricado no México, vem para o Brasil em versão única que traz um pacote bem completo, sem opcionais. Tem motor Ford Turbo Ecoboost GTDi de 2 litros e quatro cilindros que desenvolve até 253 cavalos de potência a 5500 giros e torque de caminhão leve, como descrevemos no título desta reportagem: 380 Nm a 3000 rpm. Isso se traduz em uma performance bastante agressiva. Ela acelera de 0 a 100 km/h em 7 segundos. O trem de força é comandado por uma transmissão automática de 8 velocidades, com seletor eletrônico bastante elegante. A tração é integral, automática.

Ainda falando do motor, esta geração de propulsores da Ford promete muita potência com consumo equilibrado. E entrega. Na cidade, faz média de 7,2 quilômetros por litro e, em trechos longos rodoviários, a média salta para mais de 12 quilômetros a cada litro de gasolina consumido. É um motor consagrado pela marca que conta com tecnologia de injeção direta de alta pressão controlada eletronicamente e que conta com duplo comando independente de válvulas. O turbocompressor tem característica de baixa inércia, o que faz com que apresente bom torque mesmo em baixas rotações, também controlado eletronicamente e refrigerado a água. O tanque de gasolina tem capacidade para 67 litros, o que confere uma ótima autonomia.

Experiência ao dirigir

O veículo apresenta bom conforto e pode-se até esquecer que se está a bordo de uma picape às vezes. A posição de direção privilegia o bem-estar do motorista e existe bastante espaço para o acompanhante do banco dianteiro. Nota média para o espaço interno para os três ocupantes do banco traseiro. Não dá para ganhar todas. Ao acelerar, a Maverick apresenta resposta imediata, despejando bom torque já na arrancada e o ruído interno é bastante reduzido, o que aumenta muito o conforto . O seletor do câmbio eletrônico é um item a se destacar, pois é bastante discreto e de fácil operação. O comando do freio de estacionamento é eletrônico.

Na estrada, o bom desempenho ajuda nas ultrapassagens e, se o motorista não tiver o pé pesado, é possível fazer uma boa média de consumo. Nos trechos fora de estrada, o resultado é impressionante: não passa aperto em atoleiros, sai facilmente dos aclives e tem bom desempenho em piso de terra. Testamos a Maverick em um trecho entre São Paulo e a cidade paulista de Cunha, na Serra da Bocaina. Ao visitar locais rurais, passamos por trechos bem difíceis de chão batido e alguns locais com lama e enfrentamos uma bela chuva de verão, que colocou o veículo à prova. Passou com louvor. Utilizamos, para isso, todos os cinco modos de direção disponíveis: o normal, o modo para piso escorregadio, o modo lama/terra, o de areia e o de reboque, com maior torque na arrancada.

A suspensão é bem macia e traz conforto. Pode-se dizer que a dirigibilidade da Maverick é uma experiência superior. A única ressalva é, como em todas as picapes, o fato de bater um pouco a traseira quando se roda vazia. Mas nada que seja um problema.

Por fora, as linhas da Maverick lembram mesmo as tradicionais picapes grandes da marca, como a Ranger, mas com dimensões reduzidas. É uma irmã baixinha da linha. Prova disso é a facilidade de manobra e acesso a garagens de condomínios e o fácil estacionamento em vagas para veículos comuns. Facilidade aumentada pelo sistema de câmera de ré e sensores de proximidade. A visibilidade do cockpit é boa, com muito poucos pontos cegos, e a presença de um espelho retrovisor especial convexo ajuda bastante nas manobras.

A caçamba tem pontos de fixação robustos, revestimento de proteção e estepe com dimensões iguais às dos pneus do veículo. Além disso, traz um abridor de garrafas (isso mesmo). A capacidade volumétrica de carga é de 943 litros na caçamba, que pode transportar até 617 quilos. Nada mal para uma picape com dimensões reduzidas.

Por dentro, a Maverick tem luxo de SUV. o acabamento dos bancos conta com revestimento de alta qualidade em cores modernas. O banco do motorista tem ajuste com comandos elétricos de 8 posições e o volante é revestido em couro, com comandos dos sistemas de som e de direção bem ao alcance das mãos. Todos os vidros têm acionamento elétrico, inclusive a janela traseira que dá acesso à caçamba (uma surpresa para este editor).

O sistema de ar-condicionado é digital com duas zonas e a central multimídia tem tela de 8 polegadas com diversas funcionalidades, incluindo a transmissão das imagens da câmera de ré. O painel é analógico, com uma pequena tela TFT central de 6,5 polegadas colorido. O veículo conta com piloto automático selecionável pelo comando no volante e o som é de alta qualidade, com bons graves e nitidez digital, com comando de voz no volante. Dá para acessar aplicativos e fazer o espelhamento do seu telefone celular no sistema, via Apple Car Play ou Android Auto.

Fotos: Leo Doca e Mauro Cassane

É uma picape confortável, diferente e que traz algumas surpresas, agradando uma gama grande dos compradores de veículos do Brasil. Um bom carro para quem transporta o Brasil de verdade e precisa de um misto entre carro de família e veículo bruto de transporte para cargas leves. Recomendamos.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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