Lei dos motoristas poderá causar aumento de 40% no frete em MT

Lei dos motoristas poderá causar aumento de 40% no frete em MT

Adequações às novas exigências da legislação do motorista e o período de colheita da safra do milho e algodão são responsáveis pelo aumento, diz associação

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O valor do frete em Mato Grosso deve subir 40% em 30 dias. A previsão é da Associação dos Transportadores de Carga do Mato Grosso (ATC), que revela ainda que, nos últimos dias, o preço do transporte teve alta de 15%, saltando de R$ 80 para R$ 95 por tonelada de soja transportada no trecho base de Sorriso a Alto Araguaia.

A expectativa, segundo a entidade, é que, nas próximas semanas, o preço chegue aos patamares de R$ 110/t no trecho base.

Segundo o diretor da ATC, Dirceu Capeleto, a alta deve-se às mudanças na legislação dos motoristas ao período de colheita do milho e algodão. Mesmo com o aumento, transportadores salientam que as mudanças na legislação trarão prejuízos, pelo menos até a adequação do setor, com a necessidade do aumento do efetivo do número de motoristas e a redução de uma redução estimada de 30% na produtividade, por decorrência da alteração do tempo de rodagem.

De acordo com Capeleto, somente as mudanças para o comprimento da lei 12.619, que regulamenta a profissão de motoristas, devem elevar em 30% o preço do frete. “Dentro de 30 dias deve aumentar em 40% devido à lei e à colheita”, comenta.

Apesar do efeito benéfico da lei, Capeleto aponta que em um primeiro momento o impacto das alterações fará com que o setor de transporte de cargas contabilize prejuízos. “Na verdade, já estamos no vermelho, pois os gastos com motoristas aumentaram 7% sobre o faturamento, já que setor teve de contratar mais para atender à demanda. Além disso, deveremos ter uma queda de 30% na produção dos veículos, porque, com as exigências, os caminhões rodarão menos. Contudo, as coisas devem melhorar em médio e longo prazo, a partir do momento em que nos adequarmos à, nova legislação. Para que consigamos uma boa rentabilidade novamente, é preciso fazer essa adequação”, diz o diretor da ATC.

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