ALL finaliza primeira etapa da duplicação da ferrovia entre Campinas e Santos (SP)

A obra foi dividida em quatro partes e o que está sendo finalizado é um dos trechos mais críticos. No total, serão investidos R$ 535 milhões no projeto, que prevê retirar das estradas 1500 caminhões por dia

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A América Latina Logística (ALL) deve entregar até o fim deste mês o primeiro trecho da duplicação de 383 quilômetros da ferrovia que liga a cidade de Campinas, no interior paulista, a Santos, no litoral. Orçado em R$ 535 milhões, o projeto faz parte do PAC 2 e está sendo realizado em parceria com a Rumo Logística, do grupo Cosan, para facilitar o escoamento de açúcar e outras mercadorias produzidas no interior do Estado.

A obra foi dividida em quatro etapas e a que está sendo finalizada é um dos trechos mais críticos. Com 11,5 quilômetros de extensão, liga Perequê a Cubatão e custou R$ 26 milhões. Parte do segundo trecho, que tem 48 quilômetros e vai de Embu-Guaçu a Canguera, está em execução e deve ser concluída até o outubro. Nele, serão investidos R$ 215 milhões. Os recursos são da Rumo, em troca de garantia de transporte pela ALL. O contrato entre as empresas prevê a movimentação de até 9,5 milhões de toneladas de açúcar por ano pela malha paulista.

“A intenção é conseguir ganhos operacionais nesses trechos”, diz o diretor de Serviços e Tecnologia da ALL, Marcos Rodrigues da Costa.

A duplicação de toda a ferrovia deve retirar das rodovias cerca de 1,5 mil caminhões por dia. Com a conclusão do primeiro trecho, a empresa diz que vai ser elevado de 30 para 60 o número de trens em circulação na margem direita do porto de Santos e haverá, também, melhorias na produtividade na margem esquerda.

Outro gargalo do trajeto está no segundo trecho, que tem restrição operacional de 34 trens por dia. Com a duplicação, o número deve saltar para 80. Como há um declive no local, o trecho exige o uso de uma locomotiva extra na subida, chamada de helper. Em alguns momentos a helper permanece parada na via e impede o fluxo de outros trens.

Sem a duplicação, a velocidade do transporte, com as paradas necessárias, é atualmente de 7 km/h. Com a duplicação, ela vai passar para 22 km/h.

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