Capital paulista concentra mais da metade dos roubos de carga do estado

Capital paulista concentra mais da metade dos roubos de carga do estado

De cada quatro roubos a cargas que acontecem no País, três são na região sudeste. São Paulo teve quase R$ 150 milhões em prejuízos devido ao roubo de cargas no primeiro semestre

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O roubo de cargas no estado de São Paulo teve uma leve redução no primeiro semestre de 2011. Em contrapartida, o valor subtraído aumentou: as empresas sofreram prejuízo de R$ 1,5 milhão a mais que no mesmo período de 2010, segundo os dados fornecidos pelo departamento de segurança do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), com base nos números da Secretaria de Segurança Pública de SP. Só na capital, foram registrados 51,63% dos casos.

As rodovias são as responsáveis pela segunda colocação no ranking das áreas com maior número de ocorrências: 21,97% dos casos. Na sequência figuram a Grande São Paulo, com 17,25% e o interior, com 9,15%.

Entre as rodovias, a Anhanguera, que liga a capital à região de Campinas e outras regiões do interior, foi a campeã em ocorrências, com 130 roubos, e a segunda colocada é a Via Dutra, com 96 ocorrências. Fernão Dias e Régis Bittencourt completam o ranking das rodovias com maior número de roubos de cargas no Estado durante o primeiro semestre.

Neste ano, já foram subtraídos R$ 148.976 milhões em mercadorias, com média mensal de R$ 24.829 milhões, frente a R$ 23.313 milhões de 2010. Essa diferença representa alta de 6,5%. No ano passado, o total de perdas foi de R$ 279.756 milhões.

As ocorrências, como já dito, sofreram redução. Em 2010, foram 7.294 casos, média mensal de 607,83. No acumulado de 2011, foram contabilizadas 3.345 ocorrências, sendo a média mensal de 557,5. São 8,28% a menos que no mesmo período do ano anterior.

“Esse cenário [de diminuição de ocorrências e aumento de valores] está se configurando ao longo desses seis meses. É um levantamento comparativo com o do ano passado”, explica Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança do SETCESP e coronel da reserva do Exército. “A estrutura é de crimes organizados”, exemplifica.

Segurança privada

No último ano, o estado de São Paulo atingiu um novo recorde ligado à segurança. Foi o estado que registrou o maior crescimento no mercado de segurança privada. Entre 2010 e 2011, 19 mil empregos foram criados – alta de 12,8%. Hoje, no total, são mais de 167 mil postos formais. Quanto ao número de empresas, o aumento foi menor. Há, atualmente, cerca de 400 (crescimento de 3%).

São Paulo concentra 29% das empresas no Brasil, 20% dos cursos de formação de vigilantes e 30% da mão de obra. No Brasil, hoje em dia, há cerca de 1.500 empresas de segurança autorizadas pela Polícia Federal a prestar serviço de segurança privada. Elas englobam engloba transporte de valores, escolta de cargas, cursos de formação, segurança pessoal e segurança patrimonial e um contingente de 540 mil vigilantes habilitados a prestarem serviços de vigilância privada.

“A região sudeste é uma região que concentra, historicamente, o maior número de roubos devido ao maior número de produção e consumo. Cerca de 80% dos roubos de carga do País são registrados por aqui”, explica Souza. “Por isso mesmo, as empresas que atuam nessa área, sabem do risco e investem. De cada quatro roubos no Brasil, três acontecem entre São Paulo e Rio de Janeiro. Elas sabem dos riscos presentes em grandes centros”, completa.

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