Aviões-sucata da VASP começam a ser desmontados em Congonhas (SP)

Aviões-sucata da VASP começam a ser desmontados em Congonhas (SP)

No total, são nove aeronaves da extinta companhia aérea que ocupam 170 mil metros quadrados no pátio do aeroporto

Vacaria vai ganhar um aeroporto
Governo propõe parceria público-privada para aeroportos de médio porte
Infraero inicia estudos para a construção do terminal de cargas de Palmas (TO)

Foto: Bruno Martins

Na tarde de quarta-feira (23), as aeronaves da extinta empresa aérea VASP começaram a ser desmontadas no aeroporto de Congonhas, localizado na zona sul de São Paulo. A iniciativa é do Programa Espaço Livre, que tem como objetivo remover dos terminais aeroportuários os aviões que estão sob custódia da Justiça.

Inicialmente, serão quatro aviões-sucata desmontados, que posteriormente terão suas peças leiloadas. Após essa primeira fase, mais cinco aeronaves da VASP também serão cortadas. No total, os nove aviões ocupam 170 mil metros quadrados que poderiam ser utilizados como pátio para equipamentos em uso. Desses, sete são Boeing 737-200 e dois são Airbus A300.

Para cada modelo destruído, serão consumidos R$ 35 mil. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) espera arrecadar, por meio de leilão, que deve acontecer cerca de 60 dias depois do início dos cortes, um valor mínimo de R$ 30 mil por avião. Os fundos recolhidos serão revertidos para a massa falida da empresa.

“Quem vai pagar [a desmontagem] é um acordo que a Infraero fez com a Justiça e todos os recursos arrecadados ajudarão a pagar isso. Mas há um compromisso da Infraero que, caso não haja nenhum comprador, nós vamos arrematar pelo preço mínimo, que é R$ 30 mil, e aí vamos dar um destino a esse monte de ferro velho. Ou seja, para a Infraero, vale a pena pagar qualquer preço para tirar isso daqui”, explica Gustavo do Vale, presidente da Infraero.

Cada uma dessas aeronaves-sucata que ocupam um grande espaço do pátio de Congonhas gera custo de R$ 100 mil por mês, estima a Infraero. Como são nove, a conta mensal chega próximo a R$ 1 milhão somente com “ferro-velho”.

Há, porém, mais aeronaves da extinta aérea espalhadas por outros terminais brasileiros. No aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), há três Boeing 737-200 e um Airbus A300. Em Manaus (AM), são dois Boeing 737-200. Em Salvador (BA), três Boeing 737-200; São Luís (MA), um Boeing 737-200; Recife (PE), dois Boeing 737-200; Brasília (DF), três Boeing 737-200; Belo Horizonte (MG), um Boeing 737-200; Rio de Janeiro (RJ), um Boeing 737-200; e Campinas (SP), um Boeing 737-200.

As próximas etapas de corte e desmontagem de aviões-sucata serão feitas nos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), e em Brasília (DF). Após a ação com a VASP, o Programa Espaço Livre deve agilizar a retirada de equipamentos de outras companhias que também entraram em processo de falência, como a Transbrasil, Fly e Skymaster.

Mas, por que Congonhas primeiro? “Congonhas foi o primeiro porque o espaço é mais caro. É o espaço de um aeroporto que está completamente superado, do ponto de vista de seu espaço físico. Então foi dada prioridade à Congonhas”, esclarece o executivo.

Copa do Mundo

Em 2014, o País recebe os jogos da Copa e o presidente da Infraero já se mostrou preocupado com o problema que o terminal pode ter com a falta de espaço. “Um dos grandes problemas que teremos na Copa do Mundo – todo mundo fala de terminal de passageiro, mas tão grave quando é o pátio de aeronaves. Por exemplo, na Copa do Mundo da Alemanha, na semifinal, havia mil aviões executivos em uma determinada cidade. Então nós vamos precisar de pátio de aeronaves em todas as cidades”, detalha Vale.

COMMENTS