Recém-inaugurado, Iceport fecha com Perdigão e Sadia

Terminal é o único do Brasil a ter câmara frigorificada integrada, o que pode acarretar em redução de custos

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A Iceport, câmara refrigerada da Portonave inaugurada em janeiro, fechou contrato com mais dois exportadores. Além da Seara, a Perdigão e a Sadia passarão a utilizar a estrutura, que oferece o serviço de armazenamento contíguo ao terminal localizado em Navegantes, no complexo portuário de Itajaí.

A informação foi confirmada pelo diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari Castilho Ribas, durante visita de jornalistas ao porto. Ele não mensurou volumes absolutos, mas avaliou que, com os novos contratos, a ocupação da Iceport – cuja capacidade estática é de 18 mil posições pallets – chegará próxima de 30% até março.

Apenas com a carga da Seara, a primeira movimentada pelo terminal frigorífico, a estrutura estava com 11% de ocupação estática. A capacidade anual de giro do terminal frigorífico é de 900 mil posições pallets.

A Portonave é o único terminal marítimo do País a contar com uma câmara frigorífica integrada, o que, segundo Castilho, representa redução de custos na cadeia de abastecimento, pois o exportador elimina o frete rodoviário na medida em que pode armazenar a carga dentro da área da Portonave, por onde a mercadoria já seria originalmente embarcada.

“Nossa intenção é fazer a logística integrada da carga entre a câmara e o porto, realizando a estocagem, manuseio e agendamento do navio para o embarque”, disse.

Essa condição, avalia o executivo, pode ser extremamente atraente também para atrair empresa s que não embarcavam originalmente pela Portonave e, dada a economia logística, possibilitar uma redução até na negociação do frete marítimo – apesar de esta ser estabelecida entre o dono da carga e o armador, destaca Castilho. A Iceport atua também com uma trading company.

Hoje, 50% da movimentação da Portonave é de congelados, sendo quase 40% do universo total, frango. “Todos os grandes players são nossos potenciais clientes”.

A intenção do porto é atrair também carne bovina – majoritariamente embarcada pelo Porto de Santos – e suína. No acumulado de 2007 até julho de 2008, a carne bovina representou apenas 1,93% da movimentação total da Portonave e a suína, 3,76%.

Segundo Castilho, apesar da crise, a Portonave mantém as perspectivas de investimentos para os próximos anos. Até 2011, espera expandir a área de 270 mil metros quadrados para 370 mil metros quadrados, além de adquirir mais dois portêineres. Atualmente , o terminal opera com três equipamentos do tipo e dois MHCs.

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