Prorrogação de IPI eleva vendas, diz consultor

Antes da prorrogação do tributo, a estimativa era de vender 600 mil unidades de janeiro a março, agora este número saltou para 660 mil

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Com a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva, anunciada hoje pelo governo brasileiro, André Beer, consultor para a indústria automobilística e ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisa para cima os dados sobre o mercado no primeiro trimestre de 2009.

“Tudo indica que as vendas domésticas vão fechar o primeiro trimestre com volume superior em relação a igual época do ano passado”, afirma Beer. Antes da prorrogação do tributo, a estimativa era de vender 600 mil unidades de janeiro a março, agora este número saltou para 660 mil, o que pode representar um incremento de 1,85%, em relação aos mesmos meses de 2008, quando foram comercializadas 648 mil veículos.

Em dezembro de 2008, as vendas para o mercado interno cresceram 9,4% e em janeiro foram comercializados 15% a mais, face ao mês anterior. “É aquele velho ditado, time que está ganhando não se mexe”, acrescenta o ex-presidente da Anfavea.

No entanto, para o ano, Beer prefere não alterar suas projeções, “Em uma visão realista estimo a venda de 2,4 milhões e sendo mais otimista 2,5 milhões de unidades vendidas neste ano”, analisa

Desde dezembro, a isenção é válida para carros populares (de até 1.000 cilindradas), que caiu de 7% para zero. Os modelos médios, com motor entre 1.000 e 2.000 cilindradas, tiveram a tributação cortada de 13% para 6,5% (modelos a gasolina) e de 11% para 5,5% nos modelos flex e a álcool.

“Mesmo assim, a preocupação com o setor ainda deve persistir, as concessionárias deverão continuar com o papel que vem desempenhando, ao realizar promoções”, enfatiza Beer.

O consultor destaca ainda que as exportações vão se recuperar, porém a passos menores, uma vez que o cenário em termos mundiais ainda é incerto.

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