TAM voa mais ao exterior atrás de dólar

A receita apurada com os vôos internacionais foi de R$ 813 milhões no terceiro trimestre deste ano, representando um crescimento de 46,6% em relação ao mesmo período de 2007

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Para melhorar a sua receita em dólar, a TAM Linhas Aéreas vai aumentar sua malha internacional. No segundo semestre de 2009, a companhia iniciará o primeiro vôo para a África do Sul. O presidente da empresa, David Barioni, disse que nenhuma companhia do Brasil havia realizado esta rota.

“Se tudo caminhar como imaginamos, com os acordos bilaterais firmados entre os países, já no segundo semestre vamos iniciar este vôo. É a primeira vez que uma companhia brasileira voa para aquele país”, disse Barioni.

A receita apurada com os vôos internacionais foi de R$ 813 milhões no terceiro trimestre deste ano, representando um crescimento de 46,6% em relação ao mesmo período de 2007. A receita internacional representou 27,1% do valor de R$ 3 bilhões que a TAM acumulou de julho a setembro.

Dos custos da companhia no terceiro trimestre, cerca de 35% são em dólar. “Com a abertura de novos vôos conseguimos criar um hedge natural na companhia, diminuindo assim a exposição à moeda norte-americana. É essa a intenção: aumentar nossas rotas internacionais para melhorar o perfil de nossa dívida”, disse na apresentação dos resultados da companhia, o diretor financeiro e de relações com investidores, Líbano Barroso.

No terceiro trimestre deste ano, o mercado internacional apresentou um crescimento na demanda de 28,4% e de 7,3% na oferta, comparando com o mesmo período de 2007. Esses fatores levaram a um aumento na taxa de ocupação do setor, de 64,3% para 77%.

Já a TAM vem crescendo constantemente, verificando aumento da participação de mercado de 69,2%, no terceiro trimestre de 2007, para 75,8% no mesmo período deste ano, gerando um aumento de oferta de 38,1% no período.

Além do novo vôo, a TAM está estruturando a efetivação da parceria com a Star Alliance, a maior aliança entre companhias aéreas do mundo. Barioni ressaltou que a empresa brasileira tem entre 12 a 14 meses para atualizar sua estrutura de processos de acordo com as recomendações da Star Alliance.

“Temos esse período para nos adequar e a expectativa é que com a entrada efetiva da TAM na Star Alliance, já no primeiro ano conseguiremos cerca de US$ 60 milhões em receita”, ressaltou.

A entrada da TAM na Star Alliance foi anunciada em outubro com alarde – desde 2006 com a saída da Varig, o Brasil não tinha companhia integrante na aliança:

Barioni não esteve na primeira reunião dos líderes da Star Alliance, semana passada em Chicago. O presidente da TAM esteve envolvido em agenda voltara para o mercado nacional. Junto com outros empresários brasileiros, ele participou de reunião com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para avaliação dos efeitos da crise econômica mundial no País.

“Foi um encontro muito positivo, mesmo não tendo nenhuma medida específica para a aviação civil, o pacote anunciado poderá sim estimular o mercado doméstico”, disse o executivo, que não quis fazer projeções para o comportamento do vôos internos para o próximo ano.

Segundo ele, 70% dos passageiros nos vôos da TAM são de viagens executivas. “As medidas para estimular a economia refletirão indiretamente nos vôos domésticos. Se for bom para as empresas também será para as companhias aéreas”, ressaltou o presidente da TAM.

Essa é a grande expectativa de todas as companhias que operam vôos domésticos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estimou um mercado sombrio para 2009 – crescimento de apenas 3% no número de passageiros transportados. Antes da eclosão da crise, a agência previ elevação de 8% para o mercado interno, em linha com o que as companhias aéreas estimavam.

“Ainda não temos idéia de como o mercado irá se comportar no ano que vem. Até março, o nível de reservas na TAM está muito bom. Depois do primeiro trimestre não sabemos como será o mercado. A expectativa é que se recupere”, afirmou Barioni. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 1)(Ana Paula Machado)

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