Airbus estima reduzir produção com a queda na demanda mundial

Em uma mudança de tom, a rival européia da Boeing também afirmou que vai ajudar mais companhias aéreas a financiar suas compras diante da escassez do crédito, disse Tom Enders

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A Airbus está preparada para reduzir sua produção pela primeira vez desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos se a crise financeira global continuar a se agravar, afirmou o presidente-executivo da empresa, Tom Enders.

Em uma mudança de tom, a rival européia da Boeing também afirmou que vai ajudar mais companhias aéreas a financiar suas compras diante da escassez do crédito, disse Tom Enders.

A crise financeira e a recessão são um grande golpe contra as companhias aéreas que mal se recuperaram da disparada dos preços do petróleo. A Airbus prevê um recuo nas encomendas no próximo ano.

No mês passado, a Airbus suspendeu planos para aumentar produção em cerca de 10% diante de uma carteira de pedidos recorde. A suspensão ocorreu porque a crise de crédito e a queda no tráfego de passageiros ameaçam com cancelamentos e adiamentos de encomendas. “Não estamos em uma posição ruim nessa situação (crise financeira), mas não excluímos novas ações se a situação se deteriorar mais”, afirmou o executivo.

A Airbus congelou sua produção no nível de 36 aeronaves de corredor único (single aisle) e de 10 jatos maiores, de dois corredores. A empresa adiou por prazo indefinido planos anteriores de ampliar esses níveis para 40 e 11 unidades, respectivamente.

A Airbus, que espera produzir e entregar um recorde de 470 aviões este ano, cortou suas entregas anuais pela última vez em 2002. A companhia também está pronta para financiar vendas de aviões diante da queda no ritmo do mercado que movimenta US$ 50 bilhões US$ 60 bilhões.

Em contraste com a divisão da Boeing dedicada a financiamentos, a Airbus limita suas atividades de crédito para impulsionar vendas, mas a companhia norte-americana acusa a Airbus de cortar preços.

A Airbus tem atualmente uma exposição de US$ 1,2 bilhão a financiamentos, segundo resultados do último trimestre, e alguns executivos recentemente falaram em dobrar essa exposição em 2009. Mas Enders indicou que esse número pode ir ainda mais para o alto, citando que a Airbus chegou a financiar US$ 6,1 bilhões em 1998 e US$ 4,8 bilhões em 2003. “Muito depende do quão longo será o aperto de crédito”, disse ele.

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