Empresas buscam parcerias para disputa no Rodoanel

A iniciativa privada terá de investir R$ 5 bilhões nessa nova fase do Rodoanel

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O porte relevante dos trechos sul e leste do Rodoanel abre a possibilidade de parcerias para a disputa do projeto, acredita o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da CCR, Arthur Piotto Filho. A iniciativa privada terá de investir R$ 5 bilhões nessa nova fase do Rodoanel. “Dado o tamanho, uma parceria faz sentido”, afirmou o diretor da empresa.

Segundo fontes do setor, a CCR já foi procurada por pelo menos um interessado em participar de novos projetos, de forma geral: o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). O secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, já afirmou que espera a participação de fundos de pensão no processo.

Piotto Filho diz que a concessionária, responsável pela administração do trecho oeste do Rodoanel, ainda não tem estratégia fechada para a disputa e analisa as possibilidades. “É um projeto contíguo ao nosso e tudo que é em São Paulo não tem como dar errado, pelo forte fluxo de veículos na cidade.”

Os interessados já começam a buscar financiamento para o negócio. Existe uma movimentação no setor para conseguir garantir empréstimos, a fim de entrar com mais segurança na licitação.

Oportunidades

A CCR está capitalizada para as oportunidades no segmento de transporte brasileiro. Com R$ 2 bilhões em caixa, reforçada por uma série de operações no mercado financeiro, a companhia deve expandir seus negócios nos próximos meses.

Um dos objetivos é comprar rodovias no mercado secundário, que anda agitado. Fontes dizem que a CCR já está com uma aquisição engatilhada, em processo de due diligence, a ser anunciada em duas ou três semanas.

Outra fonte de negócios para o setor de transportes serão a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil, diante da necessidade de expandir a infraestrutura do País para abrigar os eventos.

A CCR calcula que somente a Copa e as Olimpíadas podem gerar projetos de cerca de R$ 10 bilhões para a empresa, sem considerar o trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro. “Estamos vivendo um momento único, nunca vi um momento tão propício”, afirmou o diretor.

Eventos

Com os eventos esportivos, a companhia deve reforçar a presença no Rio de Janeiro, onde hoje atua por meio da Nova Dutra e Ponte Rio-Niterói. Aliás, já há conversas em curso com o governo federal para ampliar os investimentos e buscar soluções de infraestrutura necessárias para preparar o Rio para os jogos.

Um exemplo é congestionamento na entrada e na saída da Ponte Rio-Niterói. Segundo Piotto Filho, planeja-se um elevado para ligar a ponte diretamente com a Linha Vermelha. O investimento não está previsto no contrato da CCR, mas há negociações para que seja incluído. “O jeito mais fácil e eficiente para o governo é fazer um aditivo no nosso contrato”, contou.

Já os investimentos em aeroportos não estão na mira da CCR. Isso porque os acionistas Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez já atuam nessa área fora do País e podem querer entrar diretamente em negócios no Brasil. “Mas as oportunidades existentes no setor hoje são de tal magnitude que não será necessário ampliar nosso leque de atuações.”

Piotto Filho está em Londres, onde recebeu ontem à noite prêmio de melhor operação de financiamento do setor de transportes nas Américas em 2009, da revista inglesa Project Finance International, pelo empréstimo de US$ 940 milhões junto ao BID e quatro bancos comerciais, obtido para o Rodoanel.

Concorrência

A briga para abocanhar a operação obra do trecho sul-leste do Rodoanel vai ser acirrada, pois até mesmo a empresa OAS, pertencente ao consórcio envolvido na execução do trecho sul, confirma o interesse em disputar a licitação da obra, cuja batalha começará no próximo mês com a publicação do edital.

Outra empresa que demonstrou interesse foi a OHL Brasil, entretanto a empresa informou, “sempre que se apresentarem oportunidades de novos negócios, dentro do escopo de infraestrutura de transporte, a OHL Brasil avaliará cuidadosamente essas oportunidades para decidir se participa ou não das licitações.”.

A EcoRodovias não confirmou o interesse, alegando ir contra a politica da empresa, “estávamos na audiência pública organizado pela Artesp, mas enquanto não sair o edital, não iremos confirmar nada”, informou a empresa.

A Construtora Norberto Odebrecht, também não se posicionou “A empresa está avaliando as características do projeto para se posicionar”, comunicou a empresa.

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