Atlântico Sul muda presidente

Ballelis assume o leme do EAS em substituição a Paulo César Haddad, que passou para o Conselho de Administração da empresa, encontrando 40% das obras gerais e 80% da estrutura dos galpões concluídos

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Em compasso de espera, mas sem tirar o pé do acelerador”. A declaração do novo presidente do Estaleiro Atlântico Sul, o engenheiro paulista Ângelo Bellelis, revela a expectativa sobre os novos lances da crise financeira internacional mas assegura o ritmo de implantação do empreendimento de R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco.

Ballelis assume o leme do EAS em substituição a Paulo César Haddad, que passou para o Conselho de Administração da empresa, encontrando 40% das obras gerais e 80% da estrutura dos galpões concluídos, ao mesmo tempo em que contrata mais 200 funcionários para somar-se aos mil que já trabalham no corte do aço e na montagem de novos equipamentos recém-chegados dos Estados Unidos.

Recebe também uma carteira de encomendas robusta, formada por dez navios Suezmax, contratados pelo Programa de Modernização da Frota da Transpetro (Promef), orçados em US$ 1,2 bilhão; o casco da Plataforma P-55, da Petrobras, estimada em US$ 400 milhões.

Além disso, tem dois navios Very Large Crude Carrier (VLCC), encomendados pela brasileira Noroil Navegação, controlada pela norueguesa Pacpro Norge AS, companhia armadora e administradora de navios, ao custo de US$ 424 milhões, e não deve ancorar por aí.

Com a empresa ainda em construção e funcionários em treinamento, o EAS mantém negociações para ficar com os cinco navios Aframax que o Estaleiro Rio Nave, do Rio de Janeiro, ganhou na licitação da primeira fase do Promef mas não começou a construir por problemas com terreno e vem atendendo consultas para cascos de plataformas e petroleiros, inclusive da estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA. “Temos grande interesse nos Suezmax e nos Aframax, modelos mais alinhados com o nosso estaleiro, e nos cascos das plataformas do pré-sal”, revelou Ballelis.

Com uma nova parcela de R$ 582 milhões do Fundo de Marinha Mercante, administrado pelo BNDES, a capacidade de corte do aço foi ampliada de 100 mil para 160 mil toneladas/ano, o que dá folga para novos contratos. A preocupação do novo presidente do EAS é sobre o risco da crise afetar o crédito para capital de giro, elevando os juros.

Até o momento, além de uma inesperada greve de funcionários, a empresa precisou realinhar seus custos com o aumento dos preços do aço e do cimento usados na construção civil. (Etiene Ramos – Gazeta Mercantil)

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