Presidente do SETCEPAR defende incentivos para renovação de frota

De acordo com Fernando Klein Nunes, incentivos para a troca de caminhões, cuja idade média chega a ser o triplo da ideal, são esquecidos pelo governo

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Para Fernando Klein Nunes, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (SETCEPAR), o Brasil tem que investir mais em incentivos para a compra de novos caminhões e a retirada de circulação dos veículos velhos. Segundo Nunes, o governo federal planeja lançar um programa de incentivo para a troca de refrigeradores velhos por novos, batizado de “Bolsa Geladeira”.

Nunes questiona que, se a idéia principal é ajudar a natureza, o governo também deveria pensar em algo para diminuir a frota de caminhões velhos que poluem e colocam em risco o tráfego nas estradas. “No México existe um programa deste tipo que está dando muito certo. Lá os veículos viram sucata e servem de entrada para a compra de outro. Esta iniciativa foi influenciada pelos norte-americanos e europeus. Ações como esta também poderiam ser facilmente aplicadas no Brasil”, destaca.

Nunes lembra que o sistema mexicano começou a funcionar na prática em 2004 e que mais de nove mil veículos já foram comprados desta maneira. “A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) cogitou a idéia de levar um projeto desse nível para o governo. Mas, até agora, nada foi realizado”, afirma. O Presidente enfatiza que, se os governantes se propusessem a idealizar um programa similar para o setor de transportes, a idade média da frota no Brasil, atualmente de 17 anos, poderia baixar para o ideal de até seis anos e, conseqüentemente, seriam reduzidas as emissões de poluentes.

Comenta ainda que as geladeiras velhas, muito embora consumam mais energia, não poluem como os caminhões velhos e não apresentam risco ao trânsito, já que não causam acidentes.  “Nossos representantes pensam que a troca da geladeira pode trazer mais benefícios do que melhorar o tráfego nas estradas. Talvez porque o resultado venha por um espaço mais curto de tempo e, para um ano de eleição, é necessário algo mais popular”, conclui Nunes.

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