Noma mostra ao público da Fenatran 2013 carroceria 100% em alumínio

Noma mostra ao público da Fenatran 2013 carroceria 100% em alumínio

Unidade apresenta metade do peso das carrocerias tradicionais. Implemento ainda em fase de testes poderá ser comercializado a partir de 2014

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A Noma participa da 19ª Fenatran apresentando a primeira carroceria aberta para carga seca totalmente confeccionada em alumínio, algo inédito no Brasil. Desenvolvido em parceria com a Abal (Associação Brasileira do Alumínio) o projeto levou dois anos de estudo para ser realizado.

Principal característica do novo implemento é o peso reduzido. Com peso bruto de uma tonelada, metade do peso das carrocerias tradicionais similares em aço, o produto pode ajudar na redução de peso dos veículos e proporcionar economia de consumo.

Segundo Marcos Noma, presidente da marca, o projeto foi concebido para um caminhão com PBT de até 23 toneladas com entre eixos de 5,4 metros, que é a configuração de maior vendagem no País, mas que pode ser aplicado em qualquer outro modelo de caminhão.

A Noma aposta no alumínio para o ganho de produtividade, pois, conforme estudos, o implemento desse material tem capacidade para carregar uma tonelada a mais de carga sem excesso, conforme a legislação, e pode elevar o lucro.

De acordo com um estudo realizado pela Abal em parceria com a NTC&Logística (Associação Nacional de Transporte de Carga e Logística), em condições médias de uso, ao fim de oito anos, um caminhão com carroceria de alumínio pode gerar R$ 65,8 mil de lucro, quase três vezes mais do que os R$ 23,9 mil gerados pelo implemento em aço nas mesmas condições.

Em relação ao retorno do investimento, o material também apresenta vantagens. O valor do implemento em alumínio retorna ao fim de 44 meses, contra 89 meses da versão em aço e 68 meses para os de madeira.

O presidente da Noma informa que três protótipos entrarão em testes em campo nas próximas semanas em estradas brasileiras para fins de homologação. Os testes devem durar cerca de seis meses. Após isso, serão necessários mais três meses para ajustes finais antes de chegar ao mercado.

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