Paris Air Show rende US$ 100 bilhões em acordos este ano

Contratos anunciados pela Embraer, Bombardier, Boeing e Airbus batem recordes. Dentre essas, a fabricante europeia ficou com 72% desses pedidos

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A indústria aeronáutica já começa a dar os primeiros passos rumo à recuperação após a crise econômica de 2009. Um dos maiores termômetros para o setor é a maior feira de aviação comercial do mundo o Paris Air Show, realizado em Le Bourget, na França. Somados os anúncios de pedidos – firmes e opções de compra – as quatro grandes empresas fecharam acordos de US$ 100 bilhões. A maior parte dessa fatia ficou com a Airbus, que anunciou US$ 72,2 bilhões. Em segundo, ficou a Boeing com US$ 22 bilhões. A Bombardier foi a responsável por US$ 4,7 bilhões em acordos e a brasileira Embraer apareceu com US$ 1,7 bilhão.

Essa diferença entre a companhia brasileira e as suas concorrentes globais no evento europeu deve-se ao fato de que a Embraer pratica uma política diversa das demais, não espera eventos como o da semana passada para anunciar os acordos. A empresa, assim como as demais, caminha para reforçar sua carteira de pedidos este ano, após queda desde 2008. Com as vendas de 39 aeronaves divulgadas em Le Bourget, a empresa quase alcançou o número de entregas de aviões programadas para 2011 com as encomendas fechadas até agora no ano. Incluindo os contratos na feira, a companhia conseguiu pedidos firmes por 99 aeronaves comerciais de janeiro a junho, enquanto a previsão de entregas é de 102 unidades até o final do ano.

Já a maior concorrente da companhia brasileira, a canadense Bombardier, apresentou pedidos confirmados, opções e direito de compra de até US$ 4,7 bilhões da sua aeronave CSeries  e das aeronaves executivas Global 7000 e Global 8000. A Braathens Aviation e três clientes não identificados compraram 33 aeronaves CSeries e a Korean Air assinou uma carta de intenção de compra de até 30 jatos CSeries adicionais.

As duas maiores fabricantes de aviões do mundo apresentaram um desempenho muito distantes da canadense e da brasileira. A maior delas é da Airbus, com mais de 70% dos acordos anunciados na feira. A empresa, controlada por um consórcio europeu fechou contratos firmes para 418 aeronaves que somam US$ 44 bilhões ao preço de lista e mais 312 opções de compra que podem agregar mais US$ 28,2 bilhões à companhia. A maior parte desses acordos foi fechada em torno do novo A320 Neo. Mas os outros modelos também foram alvo das companhias aéreas e resultaram na venda de 11 unidades do A330, seis A350 e mais 12 vendas do A380.

Dentre esses pedidos, a AirAsia fechou contrato para 200 aeronaves A320 Neo. A indiana GoAir, por sua vez, acordou a compra de 72 aviões do mesmo modelo. Na América Latina, a fabricante europeia destacou o pedido de 51 unidades feito pelo grupo Avianca Taca. A empresa comemorou ainda o desempenho da sua controlada ATR, que em seis meses registrou 88 pedidos, sendo 53 firmes e 15 opções. Dentre as companhias, a Azul Linhas Aéreas aparece com 10 unidades do ATR 72-600 para as suas rotas regionais.

Um pouco mais modesta, a Boeing perdeu o primeiro lugar em pedidos, mas mesmo assim, acumulou uma carteira de US$ 22 bilhões somente na feira parisiense com a venda de 142 aeronaves. As mais vendidas foram dos modelos da família 737 com 91 aeronaves. Já o novo 787 Dreamliner apresentou 4 acordos. O 767 ficou com um contrato. Os gigantes 777 foram alvo de 27 pedidos e o 747-800, o maior avião da Boeing, foi o responsável por acordos que somam 19 unidades. Essas unidades divulgadas pela fabricante norte-americana incluem os pedidos firmes e opções.

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