Trecho é considerado um dos mais perigosos do país e transportadoras paranaenses consideram a obra imprescindível
Desde o ano passado os transportadores e os usuários da rodovia estão aguardando ansiosos pelo início das obras de infraestrutura na Régis Bittencourt, que liga São Paulo e Curitiba. Alguns trabalhos de conservação e manutenção, elaborados pela empresa OHL Brasil, já estão sendo executados na rodovia, mas, o que está realmente preocupando os transportadores paranaenses é a duplicação na pista da Serra do Cafezal. As obras neste trecho, considerado um dos mais perigosos do Brasil, estão previstas somente para o terceiro ano de concessão.
De acordo com o presidente do Setcepar (Sindicato das Empresas de Carga do Paraná), Fernando Klein Nunes, a Serra do Cafezal é responsável por inúmeras mortes nesta rodovia e deveria ser o ponto de partida para qualquer trabalho realizado na mesma. “Infelizmente, as obras que, para nós transportadores, são da maior urgência foram deixadas em segundo plano no cronograma de obras do contrato de concessão. Estamos satisfeitos com o andamento do processo como um todo, mas não podemos deixar que se passem anos sem ter melhorias no pior trecho da estrada”, diz.
Segundo informações da OHL Brasil, no feriado de Carnaval, de sexta a quarta-feira, foram registrados 202 acidentes com 66 feridos e 2 mortos na Régis Bittencourt. “Precisamos do apoio da sociedade para cobrar iniciativas da concessionária para com a Serra do Cafezal. Não podemos continuar pagando pedágio sem ter o retorno esperado. Esta é uma reivindicação antiga e a OHL precisa entender a necessidade de melhorias urgentes neste trecho da rodovia, mesmo que seja preciso renegociar prioridades de obras”, finaliza.

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