O diretor-comercial do Expresso Araçatuba, Geraldo Corrêa, disse que o objetivo é atuar com distribuição em regiões onde a empresa opera com parceiros. "Também não atuamos com distribuição no Nordeste do País, mas esta região ficará para o segundo momento do plano de expansão
Mesmo prevendo tempos difíceis, a Expresso Araçatuba já está de olho em empresas do setor. O plano estratégico da empresa para 2009/2013 prevê a aquisição de mais três empresas do Sul e Sudeste do País.
O diretor-comercial do Expresso Araçatuba, Geraldo Corrêa, disse que o objetivo é atuar com distribuição em regiões onde a empresa opera com parceiros. “Também não atuamos com distribuição no Nordeste do País, mas esta região ficará para o segundo momento do plano de expansão. Nosso foco agora é Sul e Sudeste”, disse o executivo.
Segundo ele, o próximo ano será decisivo para avançar as negociações com empresas almejadas. As compras devem ser finalizadas em 2010. “Teremos novidades, e boas”, acrescentou Corrêa.
O executivo ressaltou ainda que outro plano da companhia é abrir o capital nos próximos anos. “Já estamos nos preparando para a abertura de capital há 18 meses. Essa ação vai depender do comportamento do mercado. Se o momento estiver favorável será em breve”, afirmou Corrêa, acrescentando que a consultoria Price está preparando a empresa de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para iniciar a comercialização de ações na Bolsa de Valores.
Para 2009, os planos de crescimento são mais modestos. O presidente da empresa, Oswaldo Castro Jr, disse que a expectativa é ampliar a receita em torno de 7%. “Com a crise financeira mundial tivemos que rever nossas projeções. A queda em setores representativos para a empresa, como automotivo e de eletroeletrônico, forçou essa revisão para baixo”, disse. A projeção anterior era de um crescimento de 15% no próximo ano.
Castro ressaltou que neste ano a Expresso Araçatuba deverá atingir um faturamento de R$ 300 milhões, valor 20% superior ao faturado no ano passado. “Seria melhor se não estivéssemos vivendo um momento de turbulência econômica. Até outubro, os negócios estavam indo muito bem. Até 2012, a expectativa é ter um faturamento de R$ 1 bilhão”, disse o executivo. “Estávamos surfando sobre a onda”.
Até novembro, segundo dados da empresa, o faturamento cresceu 18,7% em relação ao mesmo período de 2007. “Novembro, historicamente, sempre foi o melhor mês para o transporte de cargas e neste ano aconteceu o contrário. Tivemos uma queda de 30% no faturamento em razão da baixa no transporte de setores que foram mais atingidos pela crise”, explicou Corrêa.
Segundo ele, o Expresso Araçatuba tinha acumulado uma “gordura” de R$ 3,2 milhões em caixa durante todo o ano. “Com a queda no mês de novembro queimamos R$ 3 milhões. Essa política da empresa de criar uma gordura para queimar na época de vacas magras nos deu fôlego para passar pela crise e não sermos tão afetados”.
Castro completou afirmando que em 2009 o Expresso Araçatuba irá direcionar os investimentos para a área tecnológica e de treinamento. “Investimos muito nos últimos dois anos em frota e abertura de novas filiais. Agora chegou a hora de voltarmos nossos recursos para áreas estratégicas para aumentar nossa produtividade”, disse o presidente. Neste ano, o Expresso Araçatuba investiu cerca de R$ 16 milhões em renovação de frota e expansão da rede. “Para 2009, ainda não fechamos o valor que investiremos. O momento é de incertezas.”.

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