Cummins Brasil sofre queda de produção, mas aumenta sua participação global

Filial brasileira projeta manufatura de 82 mil motores nesse ano. Para 2010, os investimentos nas áreas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, como o Euro5 e o Euro6, qualidade, capacidade produtiva, processos de fabricação e pós-venda, será de US$ 20 milhões

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Apesar da forte retração do mercado no ano passado, a Cummins Brasil apresentou um aumento na participação nos negócios da Cummins Inc. Passou de 9,4% em 2008 para 9,6% em 2009. Seu faturamento, porém, diminuiu. Em 2008, chegou a US$ 1,3 bilhão e, no ano passado, contabilizou somente US$ 962 milhões. No âmbito global, em 2009, a empresa faturou US$ 10,8 bilhões, contra US$ 14,3 bilhões no ano anterior.

Fortemente afetada, a produção de motores diminuiu bastante. Foram pouco mais de 60 mil unidades, contra 86 mil produtos no ano anterior. “O ano de 2009 foi muito difícil para a Cummins Brasil, mas diante de outros mercados, podemos afirmar que as unidades de negócios brasileiras se comportaram bem”, afirma Luis Afonso Pasquotto, diretor geral da Unidade de Negócios de Motores da Cummins América Latina.

Com a queda de 30% da produção, o quadro de funcionários também foi alterado. Dos 1.634 postos de trabalho, passou a 1.444 – uma redução de 9%. “Tivemos que sacrificar 190 empregos. Mas, nesses dois meses e meio, já contratamos 173 trabalhadores e, com a retomada do terceiro turno no final deste mês, abriremos novos postos de trabalho”, revela Pasquotto.

No comparativo fragmentado por produção, vendas e exportação, entre os principais players do setor brasileiro no mercado de caminhões, a filial brasileira da Cummins apresentou um desempenho, em média, 6% melhor que os concorrentes. O mercado registrou queda de 26% na produção; a Cummins, 20%. Em vendas, o mercado ficou com -2%; a empresa em questão, -10%. Já na exportação, o setor sofreu diminuição de 65%; a Cummins, apenas 60%.

Recuperação

Com a recuperação da economia mundial, em 2010, é esperado um aumento significante em relação aos números de 2009. As projeções iniciais, somente de produção de motores, apontam para as 82 mil unidades. E tem mais: “Esperamos um crescimento de, no mínimo, 10% ao ano, nos próximos cinco anos”, diz Pasquotto.

“Há fortes razões para acreditar em um crescimento contínuo”, conta o diretor geral da Unidade de Negócios. “Nos próximos dez anos, o Brasil sedia dois megaeventos: a copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Além desses, há também o programa do Pré-Sal, que vão demandar investimentos de infraestrutura”, completa Luis Chain Faraj, gerente executivo de Marketing e Engenharia de Clientes.

Outra coisa que também faz parte desse projeto de expansão é o uso do biocombustível. “Teremos a implantação do euro 5/Proconve 7, legislação de emissões e o avanço do Biodiesel”, revela Chain.

Novidades

Recentemente, a Cummins lançou dois novos motores. São eles o ISF2.8 (da linha High Speed Diesel, motores diesel de rápido giro) e o ISF3.8, respectivamente com 163 cv e 167 cv de potência. Mas, qual a vantagem desses lançamentos? “São mais compactos, atingem níveis de potência de veículos de até 10 toneladas e atendem à legislação do euro 5”, explica Pasquotto. E completa: “Queremos ter um tsunami desses motores!”

Investimentos

Para 2010, os investimentos nas áreas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, como o Euro5 e o Euro6, qualidade, capacidade produtiva, processos de fabricação e pós-venda, será de US$ 20 milhões. Entre 2004 e 2009, a empresa investiu cerca de US$ 120 milhões.

Por: Bruno Martins – Redação Portal Transporta Brasil

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