A Iveco Bus segue com as entregas de seus ônibus movidos a gás natural veicular ou biometano na Argentina. Desta vez, a cidade de Paraná, capital da província de Entre Ríos, a cerca de 480 quilômetros de distância de Buenos Aires, vai receber 17 unidades dos chassis BUS 17-210 G como parte de um lote total de 77 novos ônibus.
Os modelos Iveco Bus 17-210 G contam com nove cilindros para armazenamento do combustível, o que lhe confere 350 quilômetros de autonomia. Eles são equipados com motor FPT N60 CNG de 210 cavalos de potência e têm Peso Bruto Total de 17 toneladas.

O negócio foi realizado por meio da concessionária Iveco Overbus e os chassis receberão carrocerias Italbus. O lote total inclui ainda 50 unidades do chassi BUS 17-280 e 10 do chassi BUS 10-190, ambos a diesel.
Os motores a gás são produzidos na fábrica da FPT Industrial em Córdoba e já nascem, desde o projeto, pensados para rodar a gás. São propulsores que utilizam o Ciclo Otto para fazer a queima do combustível e que são instalados em veículos feitos e pensados para rodar a gás, com válvulas de segurança redundantes, sistemas de alimentação que usam materiais de primeira e cilindros de combustível revestidos com camadas de segurança e à prova de acidentes.
Mas, por que o gás?
Para começar, o Gás Natural Veicular, que é um combustível fóssil, por si já é mais econômico do que o diesel e promove a redução de emissões de gases poluentes. Mas, se o operador utilizar o biogás, ou biometano, e os motores FPT estão prontos para rodar com este tipo de combustível, a transição energética vai além e o emprego de um combustível realmente sustentável se torna realidade. Isto acontece porque o biometano é proveniente de fontes renováveis e não-fósseis, que utilizam materiais e que não jogam à atmosfera novas moléculas de carbono.
Geralmente o biometano provém de fontes como aterros sanitários, usinas de compostagem e bio digestores que usam matéria orgânica proveniente da produção rural ou agrícola, como, por exemplo, a cana-de-açúcar.
Lá na Argentina, a FPT iniciou a produção em série dos motores N60 NG, com 170 a 210 cavalos de potência, dos N67 NG, com 220 a 286 cavalos de potência e dos gigantes de 13 litros Cursor 13 NG, que desenvolvem potências de 415 a 460 cavalos.
Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br
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