Embraer anuncia segunda geração da família de E-Jets

Segundo fabricante de aeronaves, o E190-E2 passará a ser utilizado comercialmente no primeiro semestre de 2018, já o E195-E2 entrará em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020

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A Embraer anunciou nesta segunda-feira (17/6) o lançamento da segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais, denominada E-Jets E2 e composta por três novos aviões – E175-E2, E190-E2 e E195-E2.

O E190-E2 passará a ser utilizado comercialmente no primeiro semestre de 2018, já o E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

“Depois de mais de uma década de sucesso, os E-Jets se tornaram uma realidade nas frotas das companhias aéreas em todo o mundo”, disse Frederico Fleury Curado, diretor-presidente da Embraer. “O lançamento do E2 se baseia na nossa visão de oferecer jatos comerciais com tecnologia de ponta e capacidade adequada para o segmento de 70 a 130 assentos, com o mesmo padrão superior de conforto e desempenho do s grandes aviões”.

O E175-E2 foi estendido em uma fileira de assentos, em comparação com o E175 da geração atual, e terá capacidade para até 88 passageiros, enquanto o E190-E2 mantém o mesmo tamanho que o E190, de até 106 lugares. Já o E195-E2, em comparação com o atual E195, cresceu três filas de assentos e pode acomodar até 132 assentos.

“Temos investido continuamente no programa dos E-Jets com o objetivo de manter nossos clientes competitivos com os aviões que têm os menores custos operacionais e maior apelo junto aos passageiros, h oje e no futuro”, disse Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

A combinação de uma nova asa com maior alongamento e aprimoramentos de sistemas e aviônicos – o que inclui a quarta geração de comandos de voo fly-by-wire e os motores de alto desempenho da Pratt & Whitney PurePowerTM Geared Turbofan – resultará em reduções de dois dígitos no consumo de combustível, nas emissões, ruído e custo de manutenção e aumento na disponibilidade das aeronaves.

Os E-Jets E2 serão capazes de ter custo por assent o semelhante ao de aeronaves narrow-body maiores remotorizadas, com um custo por viagem significativamente menor, criando assim novas oportunidades de desenvolvimento de novos mercados com risco reduzido e o dimensionamento correto da frota pelas companhias aéreas.

A Embraer estima que o investimento total para o desenvolvimento dos novos modelos dos E-Jets E2 será de US$ 1,7 bilhão ao longo dos próximos oito anos.

A Embraer prevê uma demanda de 6.400 jatos comerciais com capacidade de até 130 lugares ao longo dos próximos 20 anos. Com mais de 1.200 enco mendas de E-Jets, a Embraer detém 42% do mercado em seu segmento. Mais de 950 E-Jets foram entregues até o momento para 65 clientes de 47 países. Ainda este ano, o milésimo E-Jet deixará a linha de montagem, nove anos após o primeiro avião entrar em serviço.

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