Suape assina acordo com italiana e terá o quarto estaleiro

Suape assina acordo com italiana e terá o quarto estaleiro

Navalmare ocupará área de 10,5 hectares e investirá R$ 250 milhões. Além desta, chegam ao complexo portuário a Tegma, Júlio Simões, Shipserv e ABB com aportes de mais R$ 104 milhões

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Os negócios de petróleo têm agitado o Complexo de Suape (PE). Na semana passada, ocorreu a assinatura de um protocolo de intenções entre o Complexo Industrial Portuário de Suape e a empresa italiana Navalmare s.r.l., que pretende fabricar estruturas offshore, como plataformas e decks na região. O investimento previsto é de R$ 250 milhões e a empresa ocupará uma área de 10,5 hectares para produzir estruturas offshore, como módulos de alojamentos e de compressão de ar, monobóias, decks, plataformas, entre outros, e deve consumir mil toneladas de aço por mês.  A expectativa inicial do governo de Pernambuco é de que o empreendimento fique pronto em até três anos. Além do Estaleiro Atlântico Sul, já em operação, o Complexo deve sediar o Promar e CMO.

Apesar de estar parecido com um canteiro de obras em função do grande número de empresas que estão se instalando na área do Porto, Suape terá mais companhias. Foram anunciadas a chegada de novos empreendimentos destinados à prestação de serviços. As empresas de operações logísticas Tegma, Júlio Simões e Shipserv ficarão no município do Cabo; e a ABB – Turbochargers Compressores, especializada na manutenção de motores para navios será construída em Ipojuca. Juntas, as quatro indústrias vão investir mais R$ 104,5 milhões.

De acordo com os dados do governo estadual, o Complexo de Suape possui uma extensão territorial de 13.500 hectares distribuídos entre os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca e ainda no inicio do mês, foi aprovado um novo Plano Diretor, que, o governo local diz que “representa o novo cenário econômico e social existente em Pernambuco e instrumentaliza o Complexo de Suape para desempenhar um papel de destaque ao receber empreendimentos estratégicos como o Polo Naval, Refinaria Abreu e Lima, Petroquímica SUAPE e a Transnordestina”. O plano, continua o órgão oficial pernambucano, estabelece parâmetros para atender às demandas crescentes por novos terminais de contêineres, terminais de granéis líquidos e sólidos, terminal de minérios e novos berços de atracação.

Além disso, para facilitar e organizar o acesso, está prevista a consolidação das propostas de integração rodoviária e de mobilidade dos planos diretores do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e SUAPE com o PDTU (Plano Diretor de Transporte Urbano) da Região Metropolitana de Recife e o Plano do Território Estratégico de SUAPE. Recomenda a ampliação dos modais de transporte de passageiros, incluindo o VLT (veículo leve sobre trilhos), e a implantação de um novo sistema de integração com circulares no interior do Complexo. No transporte de cargas, sugere a implantação de novos pátios de triagem e guarda de veículos para evitar o comprometimento da segurança devido ao estacionamento em locais irregulares. Também dimensiona e propõe novas vias de forma a comportar o fluxo crescente gerado pelo desenvolvimento acelerado da atividade portuária e industrial, com o objetivo de melhorar a articulação entre os vários setores e pólos industriais do Complexo.

Em recente visita à região, o Portal Transporta Brasil constatou que a capital do estado tem sofrido com constantes e longos congestionamentos em função da grande movimentação de cargas e caminhões que se utilizam da BR-101 para acessar o Recife pela região Sul da cidade.

Aportes bilionários

Com toda essa área, o governo pernambucano, que atualmente é chefiado por Eduardo Campos (PSB) e que foi ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula, estima que há perspectivas de investimentos de mais de R$ 100 bilhões em Suape.
Até o momento, o Complexo já atraiu 67 empresas nos últimos cinco anos, entre elas a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, os estaleiros Atlântico Sul, STX Promar e Construcap Orteng, a Companhia Siderúrgica Suape e a Fiat. Apenas a Petrobras tem cerca de US$ 20 bilhões em investimentos já contratados no local. O polo naval da região já concentra 50% das encomendas de navios e plataformas contratadas no Brasil.

De acordo com o Silvio Leimig, diretor de Suape Global, a região tem tudo para ser um grande player mundial da cadeia de petróleo, gás e offshore. “Além da ótima localização, estamos capacitando a mão de obra local, melhorando a infraestrutura e transferindo tecnologia”, ressaltou o Leimig, ao acrescentar que  Suape já representa 90% do PIB do Nordeste.

O diretor destacou ainda que a região oferece oportunidades em diversas áreas de negócios, além da indústria naval, offshore, petróleo e gás, há espaço para empresas de transporte, logística, alimentos, têxteis, minérios, na indústria automobilística, siderúrgica e metal mecânica e da tecnologia da Informação.

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