Maior navio mineraleiro do mundo parte do Maranhão para a China em sua primeira viagem

Maior navio mineraleiro do mundo parte do Maranhão para a China em sua primeira viagem

Reportagem do Portal Transporta Brasil conversou com equipe de práticos brasileiros que estiveram a bordo do Vale Brasil, navio que zarpou com mais de 400 mil toneladas de minério de ferro para a China

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O maior navio mineraleiro do mundo, o Vale Brasil, encomenda da Vale a um estaleiro sul-coreano para melhorar a competitividade do minério de ferro brasileiro no mercado mundial, partiu hoje para sua primeira viagem, rumo à China. O gigante zarpou com uma carga de 400 mil toneladas da commodity do porto de São Luís, no Maranhão, e um seleto grupo de práticos diversos portos do Brasil esteve a bordo para conhecer o navio.

Com mais de 360 metros de comprimento e 65 de largura, o Vale Brasil é o primeiro de uma frota de sete navios encomendados, a um valor total de US$ 748 milhões e representa a esperança da Vale na diminuição dos custos e do impacto ambiental do transporte de minério de ferro.

O Vale Brasil precisou de cinco rebocadores para atracar no porto de São Luís, em uma operação que durou cinco horas. “A costa do Maranhão tem uma das marés mais fortes do mundo, com amplitude que costuma bater os sete metros. No entanto, a atracação do Vale Brasil ocorreu numa maré de quatro metros, com correntes de três a quatro nós, configurando-se num cenário natural menos turbulento”, conta José Roberto Taranto, presidente da Associação dos Práticos do Estado do Maranhão.

O prático de Recife (PE), Johann Georg Hutzler, foi um dos que estiveram a bordo do Vale Brasil. “Foi um prazer conhecer o maior navio em tonelagem do mundo, característica que traz às operações um desafio muito grande. A carga de 400 mil toneladas somada ao peso do navio resulta em uma massa extremamente grande. Qualquer erro em uma manobra pode causar um prejuízo incalculável, se, por exemplo, danificar um terminal ou até mesmo bater em um rebocador, ocasionando em um acidente de proporções realmente graves”, disse Hutzler à reportagem do Portal Transporta Brasil.

Segundo o prático pernambucano, somente os portos de Ponta da Madeira, em São Luís, e Tubarão, no Espírito Santo, são candidatos a receber o Vale Brasil, devido às dimensões e à propalada falta de infraestrutura dos terminais marítimos do País.

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