Brasil atinge 22 mil km de malha dutoviária e passa para 16º no ranking mundial

País alcança a marca após recente inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte, o Gasbel II. A União Européia, com extensão territorial menor que a do Brasil, opera com 778 mil quilômetros a mais

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O Brasil atingiu 22 mil quilômetros de malha dutoviária em operação após recente inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte, o Gasbel II. Este número faz do País o 16º no ranking mundial, o que ainda é pouco se for levada em consideração a produção massiva nos setores do petróleo e da mineração, principais demandadores deste tipo de transporte. A União Européia, com extensão territorial menor que a do Brasil, opera com 800 mil quilômetros de dutos existentes.

Os investimentos na última década foram especialmente para a malha dos gasodutos que, atualmente, somam dez mil quilômetros de extensão. Tal expansão foi impulsionada pelo Plangás (Plano de Antecipação da Produção de Gás), com o objetivo de proporcionar a utilização de recursos provenientes de novas descobertas e do gás associado na Bacia de Campos (RJ), anteriormente queimado nas plataformas. Apesar das iniciativas, a malha atual continua apresentando gargalos logísticos na distribuição de gás no sul do Brasil, gerando instabilidade para a indústria dutoviária.

Devido ao baixo custo operacional e por permitir que grandes quantidades de produtos líquidos sejam transportadas de maneira segura e limpa, entidades dos setores logístico e industrial encaram o método alternativo de transporte como um nicho amplamente benéfico. “Por isso, é grande a expectativa de que o Plano de Negócios 2010/2014 da Petrobras reative os investimentos no setor”, comenta o diretor de Petróleo e Gás da Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), Guilherme Pires de Melo. “O plano prevê a aplicação de recursos da ordem de US$ 5,3 bilhões, encerrando o ciclo de investimentos na ampliação da malha de transporte de gás natural”, explica.

Alcoodutos

Até o momento, existem três projetos de implementação de sistemas de alcoodutos: o da PMCC (Projetos de Transporte de Álcool), que vai de Uberaba (MG) a Paulínia (SP); o CentroSul, que ligará o Mato Grosso ao litoral paulista; e o da Uniduto, de Serrana (SP) a uma monoboia que será instalada no Guarujá (SP). Além de discussões visando à otimização dos respectivos traçados, encontra-se em andamento a conclusão dos estudos para o licenciamento ambiental – que recentemente foi outorgado ao projeto do PMCC.

“Se para o segmento de dutos esses projetos representam oportunidades de negócios, para o Brasil a formação de infraestrutura de escoamento do etanol produzido aqui para os mercados consumidores é fundamental”, diz Melo. “Limpo e renovável, o combustível é transportado em caminhões queimando diesel, que trafegam na congestionada e deteriorada rede viária brasileira. Essa situação, no mínimo contraditória, necessita de correções, principalmente em um país com planos de liderar o mercado mundial de biocombustíveis”, finaliza o diretor.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil

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