Seminário em Campo Grande (MS) avalia vantagens de exportações via Chile

A intenção é apresentar aos industriais do Estado as vantagens de atingir o mercado asiático via Oceano Pacífico, utilizando o Porto de Iquique, no Chile

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A Fiems – Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul – realiza, na próxima segunda-feira (08/06), das 15h às 17h30, no auditório térreo do Edifício Casa da Indústria, o Seminário Internacional Oportunidades de Exportação no Contexto Logístico do Chile. A intenção é apresentar aos industriais do Estado as vantagens de atingir o mercado asiático via Oceano Pacífico, utilizando o Porto de Iquique, no Chile.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a utilização do Porto de Iquique ao invés dos portos de Santos ou de Paranaguá para chegar ao mercado asiático pode encurtar a distância em até sete mil quilômetros de rota marítima, com relação ao percurso feito atualmente pelo oceano Atlântico. No entanto, para se utilizar da estrutura portuária do Chile o empresariado de Mato Grosso do Sul depende ainda da construção de um corredor rodoviário com cerca de três mil quilômetros de extensão, percorrendo o Brasil, a Bolívia e o Chile, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico.

A criação da chamada rota bioceânica vai facilitar o crescimento da economia brasileira, permitindo maior vazão dos produtos do País para o mercado externo, especialmente a Ásia. “Podemos afirmar que o transporte é, atualmente, um dos maiores gargalos da nossa produção. A rodovia vai beneficiar tanto o setor industrial, quanto o agropecuário do País, que terão acesso mais rápido e fácil ao mercado asiático, um grande consumidor dos produtos brasileiros”, destacou Sérgio Longen, completando que com a principal vantagem será a redução no custo do transporte e aumento da competitividade.

Ferrovia

Além da rodovia, a rota bioceânica contará ainda com uma extensa ferrovia com 4.269 quilômetros, que parte de Santos, no litoral paulista, atravessa quatro países, passando por regiões altamente produtoras como o interior de São Paulo e oeste de Mato Grosso do Sul, Cordilheira dos Andes, deserto de Atacama até chegar a Antofagasta, na costa chilena. Esse é o primeiro corredor ferroviário bioceânico da América do Sul, cujo potencial foi analisado por uma equipe do Ministério dos Transportes.

Os dados técnicos levantados pela equipe do Ministério e a operacionalização desse corredor ferroviário que, além da importância estratégica de integração física do continente e de sua utilização para o turismo, passará a ser rota de escoamento da produção do Mercosul com destino ao mercado asiático via portos do Chile. Quase metade (41,51%) da extensa ferrovia é brasileira. De Santos (SP) a Corumbá são 1.772 quilômetros; de Corumbá a Pocitos, divisa da Bolívia com Argentina, mais 1.170 quilômetros; de Pocitos a Socompa, na fronteira da Argentina e o Chile, outros 987 quilômetros; e de Socompa a Antofagasta, na costa do Pacífico, mais 340 quilômetros.

A distância parece ser grande, mas nem se compara ao longo caminho que os produtos brasileiros precisam fazer para circundar o litoral nordestino, atravessar o Canal do Panamá e daí navegar pelo Pacífico rumo à Ásia. Só na costa brasileira o navio percorre mais de seis mil quilômetros, partindo de Santos (SP) até o extremo do Amapá. De lá a embarcação continua costeando as Guianas, Suriname, Venezuela, Colômbia, cruza o Canal do Panamá e desemboca no Pacífico, jornada de outros cinco mil quilômetros.

O evento

O seminário será aberto às 15 horas pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, e pelo chefe da Unidade de Relações de Assuntos Internacionais do Governo de Tarapacá-Chile, Luis Caucoto. Logo depois será feita uma apresentação da Câmara de Comércio de Iquique seguida por outras duas, uma sobre o Porto de Iquique e outra sobre o ITI (Iquique Terminal Internacional).

Por volta das 15h50, a Agência Marítima Ultramar abordará os serviços portuários oferecidos, como agenciamento marítimo e de cargas, operação portuária, troca de tripulantes, armazenagem, terminais de contêineres, logística e distribuição. Após essa apresentação, será a vez da Empresa Bahia Logística Zona Franca, da Agência de Alfândega Rafael Rodrigues e da Armazenagem Varitek destacarem os seus serviços e, por fim, as empresas chilenas vão estar abertas para atendimentos e consultas.

Serviço – Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo telefone (67) 3389-9083 ou pelo e-mail secretaria@ms.iel.org.br, sendo que o Edifício Casa da Indústria fica na Avenida Afonso Pena, 1.206, Bairro Amambaí, em Campo Grande.

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