Amsted Maxion vende 1.100 vagões para MRS Logística

As entregas serão feitas em dois lotes - 686 unidades em dezembro e 414 no período entre janeiro a março de 2009

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A Amsted Maxion vendeu 1.100 vagões de cargas para a MRS Logística S.A., negócio avaliado em R$ 200 milhões. As entregas serão feitas em dois lotes – 686 unidades em dezembro e 414 no período entre janeiro a março de 2009.

Segundo Oscar Becker, diretor financeiro e de relações com investidores da Iochpe Maxion – controladora da Amsted Maxion – com esse pedido seu volume de vagões neste ano sobe para 4.615 unidades – equivalentes a uma receita bruta de R$ 772 milhões. As encomendas para 2009 já somam 446 vagões, o que irá representar para a Amsted Maxion receita bruta de R$ 79 milhões.

Exportações

O volume de 2008, de 4.615 vagões (200 deles para exportação) é o segundo maior desde 2003. O maior foi registrado em 2005, com 6,5 mil unidades.

Segundo Becker, a Amsted, que detém cerca de 80% do mercado de vagões no Brasil, tem baixo volume de exportação. “Nós e outros fabricantes exportamos pouco porque os grandes mercados ferroviários – EUA, China e Índia – têm fabricação própria de vagões. Temos que nos contentar com mercados bem menores como Chile, Peru, Mauritânia e Gabão, por exemplo”.

Locomotivas

A MRS começou a receber ontem o primeiro lote de locomotivas de corrente alternada do Brasil. Os modelos são GE AC-44 e foram fabricadas nos Estados Unidos.

O desembarque de ontem será seguido de outros. “Ainda em setembro, a MRS receberá mais um lote com 19 máquinas e, em outubro, outro lote de mais 19 chegará ao Brasil. Entre novembro e dezembro de 2008, mais oito locomotivas, estas últimas fabricadas no Brasil, também vão integrar a frota da empresa”.

Estudos

Segundo a MRS, a opção pela tecnologia de corrente alternada “antes era um desafio”, e estudos precisavam comprovar sua viabilidade técnica e econômica.

“A equipe da MRS, em especial a de engenharia de locomotivas, realizou estudos para comprovar que o custo inicial, mais alto que o das locomotivas de corrente contínua, é recompensado”, explica o gerente corporativo de engenharia de manutenção, Gustavo Monasterio. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 4)(Redação)

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