Ceticismo com o metrô antes da Copa

A prioridade ou não em relação ao metrô foi um dos principais pontos do debate durante o segundo turno da eleição, disputado com a deputada federal Maria do Rosário (PT)

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Como uma das possíveis sedes da Copa do Mundo de 2014, Porto Alegre precisa melhorar o transporte público para a realização do evento. A prioridade ou não em relação ao metrô foi um dos principais pontos do debate durante o segundo turno da eleição, disputado com a deputada federal Maria do Rosário (PT). Fogaça admite considerar o metrô como a melhor solução para o transporte de massa, mas demonstra ceticismo quanto à construção a tempo para o campeonato mundial de futebol.

“Na China se faz metrô em dois anos. Aqui no Brasil se faz em 15, quando se faz. Todos os projetos de metrô existentes no Brasil estão andando devagar, inclusive os com obras em andamento”, diz. Ele relata ter conversado nos últimos dias com o presidente da Comissão Orçamento da União, deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), para pedir a inclusão de recursos para a elaboração do projeto em 2009. “Mas só acredito quando ver o dinheiro na conta”, avisa.

Para aliviar a pressão sobre o transporte coletivo, principalmente no centro, o prefeito aposta em um projeto de R$ 250 milhões, várias vezes mais barato que o metrô, que pelas suas estimativas custaria entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. A saída pensada pela prefeitura é o chamado Portais da Cidade, que prevê a racionalização do sistema a partir de três grandes terminais de ônibus, onde os passageiros oriundos das diferentes partes da capital serão transferidos para veículos mais modernos, rápidos, seguros e menos poluentes, que então farão a ligação com outros 18 terminais do centro.

Tudo com uma só passagem, de acordo com o sistema de bilhetagem eletrônica. Com uma lotação maior, será possível diminuir a circulação de ônibus no coração da capital gaúcha. Conforme a prefeitura, a região central de Porto Alegre recebe cerca de 1 milhão de pessoas em 33 mil chegadas diárias, com uma lotação média de 30% dos ônibus. Um desses três terminais deve ser construído próximo ao estádio Beira-Rio, possível sede de jogos da Copa.

“Os portais são um grande avanço. Não substituem o metrô, mas amenizam o problema do transporte coletivo”, diz Fogaça. A intenção é construir o sistema por meio de Parceria Público-Privada (PPP), mas como segundo o prefeito os exemplos atuais não são necessariamente um sucesso, o município costura um plano B em que o financiamento seria do BID. A modelagem do Portais da Cidade, de qualquer forma, deve ser conhecida ainda no primeiro semestre.

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