Tráfego de caminhões é preocupante

Para se ter um comparativo, a quantidade de automóveis que se acidentaram corresponde a 0,79% da frota

Câmara aprova regulamentação da profissão de motorista
Biagi será revendedor Iveco e espera ter caminhão a álcool
Abertura de licitação de obras no Porto de Paranaguá é adiada

A quantidade de caminhões envolvidos em acidentes nas rodovias federais em Santa Catarina em 2008 corresponde a 3,8% da frota desses veículos de carga do Estado.

Para se ter um comparativo, a quantidade de automóveis que se acidentaram corresponde a 0,79% da frota.

O Estado possui quase 3 milhões de automóveis, entre eles 110.474 caminhões, de acordo com dos dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Do total de acidentes em BRs em 2008, 18,31% tinham caminhões envolvidos. Um veículo que pode passar dos 20 metros de comprimento também causa colisões tão grandes quanto o seu tamanho.

– Onde uma carreta participa de um acidente, outros quatro ou cinco carros também se envolvem por causa do tamanho e do peso daqueles veículos – diz o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes.

Trechos perigosos são mapeados

Entre os motivos dos sinistros estão a má conservação dos caminhões, o cansaço dos motoristas e o estado das estradas. A idade da frota também interfere. Em todo o país, esses veículos têm uma média de 18 anos, enquanto os carros trafegam com aproximadamente cinco anos.

– Imagine um veículo de 30 anos carregando líquido perigoso. Isso existe e é uma bomba-relógio nas estradas – avalia Lopes.

Outro motivo pode ser financeiro. Quanto mais quilômetros rodados, maior o rendimento dos caminhoneiros.

– Eles têm que se virar e alguns acabam dormindo só quatro horas por noite. Sob pressão, fazem ultrapassagens que não fariam normalmente e correm a até 120 km/h onde o limite é 80 km/h. A chance de caminhoneiros se envolverem em acidentes é alta – destaca o policial rodoviário federal Adriano Fiamoncini.

Para tentar diminuir o número de acidentes, a Fetrancesc decidiu localizar os pontos críticos das rodovias (detalhes na página ao lado). O mapeamento começou em 2007 e já melhorou a sinalização de rodovias estaduais.

– Ela foi reposta em trechos que indicamos, mas ainda existem muitos problemas – comenta o presidente da federação, Pedro Lopes.

COMMENTS