Instrutores de trânsito buscam apoio político contra resolução do Contran

A categoria diz que não vai obedecer a lei que a obriga a sair pelas ruas na garupa de motos com pilotos aprendizes. Ela se reúne dia 6 em Belo Horizonte para elaborar documento

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Instrutores de trânsito de Mato Grosso do Sul querem o apoio de deputados federais e senadores do Estado no documento que será elaborado pela categoria de todo o Brasil contra a Resolução 285 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que estabelece que a partir de 1º de janeiro de 2009 os instrutores  serão obrigados a sair pelas ruas das cidades na garupa de alunos aprendizes de motociclismo. A reunião dos instrutores, prevista para esta segunda quinzena de novembro, foi adiada para 6 de dezembro em Belo Horizonte.

A informação é do presidente do Sindicato dos Instrutores e Funcionários de Centro de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul – SINDIF, Paulo Benites, o primeiro que levantou o problema sobre o perigo que essa lei representa para a segurança tanto de instrutores como de alunos. Em outubro ele levou o problema para as demais categorias dos demais Estados, num encontro em São Paulo. Foi a partir daí que todos se deram conta do risco de morte que correrão as pessoas nesse processo de aprendizagem, se obedecessem à lei.

O problema maior, segundo Benites, é que mesmo para os motociclistas profissionais, acostumados aos trânsitos tumultuados ou não, como em cidades como São Paulo, o  perigo de acidentes está sempre rondando essas pessoas, com uma incidência muito grande de mortes e ferimentos graves. “E o problema fica ainda maior quando o Contran resolve mandar aprendizes para as ruas e o que é mais grave: com pessoas na garupa. No caso, nossos companheiros instrutores”, explicou o sindicalista.

Apoio político

Na semana passada, durante encontro regional do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul – FST/MS, Paulo Benites, que integra esse movimento, aproveitou as presenças do senador Valter Pereira (PMDB) e do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), e solicitou-lhes apoio nessa luta contra a resolução do Contran. O sindicalista informou que os dois parlamentares foram solidários ao trabalho. Tanto, que teriam colocado seus gabinetes em Brasília à disposição do sindicato para incrementar as ações.

Os instrutores de Mato Grosso do Sul pretendem coletar assinaturas dos parlamentares da bancada do Estado para anexar ao documento que será elaborado e encaminhado ao Contran. A categoria conta também com o apoio da Força Sindical de Mato Grosso do Sul. O presidente da entidade, Idelmar da Mota Lima disse que o alerta dos instrutores tem fundamento, principalmente em cidades como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, e outras do Estado, onde o trânsito é “complicado”.

Sobre o adiamento da reunião em Belo Horizonte, Paulo Benites informou que ocorreu devido à dificuldade que muitos instrutores tiveram nesse mês de novembro, período em que muitos sindicatos negociam a Convenção Coletiva de Trabalho 2008/09.

“No dia 6 de dezembro vamos elaborar esse documento e apresentar oficialmente ao Contran e demais órgãos que legislam sobre o trânsito no Brasil, nossa posição de não cumprir essa lei”, comentou Benites. Ele lembrou que recentemente em Costa Rica uma aluna que transitava pelas ruas da cidade com um instrutor na garupa acabou sofrendo um acidente e morreu. O instrutor ficou gravemente ferido. Exemplos como esses existem em todo o Brasil, desde que as escolas de transito passaram a obrigar os instrutores a antecederem o vigor da lei e irem para as ruas com os alunos.

Paulo Benites explicou ainda que mesmo nas áreas reservadas para as aulas de motociclismo ocorrem acidentes graves com os alunos, “imagine se eles saírem para as ruas com trânsitos tumultuados como temos em todos os Estados?”, questionou. (Wilson Aquino – Pantanal News)

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