Cascadia estreia automação nível 2

Cascadia estreia automação nível 2

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Da Agência Transporta Brasil – A Daimler aproveitou sua participação na CES 2019, Consumer Electronics Show, feira de tecnologia que acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos, para mostrar o novo Freightliner Cascadia com recursos de direção parcialmente autônomo nível 2.

Com isso, o veículo se torna o primeiro caminhão de produção em série parcialmente automatizado a trafegar pelas estradas da América do Norte.

A Daimler Trucks, em 2014, já havia apresentado o seu Future Truck 2025, modelo que nada mais é que um estudo do que a marca aposta como tecnologias que poderão estar presentes até 2025, entre elas, a direção autônoma.

Com os sistemas Active Drive Assist (Mercedes Benz Actros, FUSO Super Great) e Detroit Assurance 5.0 com o Active Lane Assist (Freightliner novo Cascadia), a Daimler Trucks começa a produzir de série os recursos de direção parcialmente automatizados.

Os novos sistemas podem acelerar e parar o veículo de maneira independente. Ao contrário de sistemas que funcionam apenas acima de uma determinada velocidade, o Active Drive Assist / Detroit Assurance 5.0 possibilita a condução parcialmente automatizada em todas as faixas de velocidade para o motorista, isso é possível graças ao controle lateral ativo e a conexão do controle longitudinal ou lateral em todas as faixas de velocidade.

Benefícios do platooning

Avançando com seu roteiro de inovação, a Daimler Trucks está reavaliando sua visão sobre o platooning (comboio de caminhões). A empresa testou o platooning por vários anos, especialmente nos EUA, onde os benefícios seriam os mais substanciais. Os resultados mostram que a economia de combustível, mesmo em condições perfeitas, em que todos os caminhões rodam uníssonos, é menor do que o esperado e que essa economia diminui ainda mais quando o platooning é desconectado e os caminhões precisam acelerar para se reconectar.

Contudo, é na condução automatizada de nível 4 que a empresa quer apostar, por melhorar a segurança, a eficiência e a competitividade.

Existe um desejo crescente por estradas mais seguras e soluções de transporte mais sustentáveis . E os caminhões nível 4 de automação podem contribuir consideravelmente para isso. Eles aumentam a segurança no trânsito graças a uma infinidade de sensores e sistemas que não perdem a atenção da via. Vale lembrar que o erro humano é a maior causa de acidentes no trânsito.

E por isso, durante o evento no estado de Nevada, a Daimler Trucks anunciou que investirá 500 milhões de euros (cerca de 570 milhões de dólares) nos próximos anos para reforçar o desenvolvimento de caminhões autônomos nível 4. O objetivo da empresa é colocar esse tipo de veículo na estrada em um período de dez anos.

Entenda os níveis de automação

Nível 1 – Assistência ao condutor

O primeiro nível de automação é aquele que oferece ajuda ao condutor com algumas atividades simples, como por exemplo, manter a aceleração. Um exemplo é o Cruise Control (piloto automático) adaptativo, que exige ação do motorista para direcionar ou frear o veículo.

Nível 2 – Automação parcial

Nesse nível, o sistema é capaz de efetuar algumas funções por conta própria, como acelerar e frear de acordo com o limite estipulado pelo condutor. Em alguns casos pode também direcionar o veículo ou ajudar o motorista a manter a direção. Nesses casos é necessária a presença humana para assumir o controle em caso de riscos. Nesse nível de automação os veículos são equipados com radares e sensores que mapeiam o ambiente de forma passiva, ou seja, sem capacidade de reagir.

Nível 3 – Automação condicional

Consiste em veículos capazes de se movimentar por conta própria tanto na aceleração quanto direção e monitoramento ativo do ambiente. Neste nível, o motorista pode se concentrar em outras atividades, mas terá que assumir o controle eventualmente em situações de risco. A tecnologia exigida é bem mais robusta, com sensores e scanners a laser, ultrassônicos e radares que alimentam o sistema para que o veículo possa tomar decisões mais complexas de condução.

Nível 4 – Automação alta

Esse nível permite até que o motorista durma ao longo de todo o trajeto, já que praticamente todas as funções são assumidas pelo sistema autônomo do veículo, que inclusive tem habilidades reativas para lidar com situações de risco, mesmo quando o condutor não for capaz de reagir. A tecnologia para esse nível de automação exige que todos os sensores e câmeras forneçam dados muito precisos para o sistema, que também utiliza informações dos serviços de navegação e exige um altíssimo nível de conectividade constante do veículo.

Nível 5 – Automação completa

O último nível de automação extingue a necessidade de um motorista. O sistema controla absolutamente todas as funções e é responsável pela direção e gerenciamento autônomo do veículo. Nesse caso, o motorista se torna um passageiro e pode dedicar o seu tempo para outras atividades. A tecnologia exigida de sensores e conectividade é extremamente avançada e depende de pesados investimentos.

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Agência Transporta Brasil – ATB
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