ANTF passa a ser afiliada à Associação das Ferrovias Americanas

Com o ingresso, ferrovias brasileiras farão parte de um comitê norte-americano, que permitirá a troca de know-how em segurança, produtividade, eficiência e uso de novas tecnologias

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A ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) passou a ser um membro filiado à AAR (Association of American Railroads), entidade criada há mais de 150 anos com o objetivo de padronizar as operações ferroviárias nos EUA. O processo de filiação foi finalizado no dia 13/9, na sede da AAR, em Washington D.C (EUA).

Como membro da AAR, primeiramente, as ferrovias brasileiras farão parte do chamado Wireless Committee, que integra a área de Comunicação, Sinalização e Controle de Trem da organização.

Atualmente, o grupo incorpora membros sobretudo nos EUA, Canadá e México, entre ferrovias Classe 1, short liners e de transporte de passageiros.

Rodigo Vilaça, dirigente da ANTF, afirma que a filiação representa um ganho muito importante para as ferrovias brasileiras, pois permitirá a troca de know-how em segurança, produtividade, eficiência e uso de novas tecnologias.

“As ferrovias brasileiras possuem um modelo de operação muito semelhante ao norte-americano. A afiliação nos permitirá ter acesso a dados estatísticos de pesquisas para melhoria de equipamentos da via e material rodante, além de informações sobre as principais ferramentas de tecnologia e implantação de equipamentos como o Positive Train Control, que é o sistema de segurança de tráfego utilizado nos EUA. Os dados das ferrovias norte-americanos nos servirão como benchmarking, assim como nossas ferrovias poderão apresentar à AAR as melhores práticas para que possamos, em conjunto, desenvolver o mercado ferroviário como um todo”, ressaltou.

As ferrovias brasileiras, historicamente, têm como vocação o transporte de heavy haul (carga pesada), como minério de ferro. Com o passar do tempo, o transporte de produtos do agronegócio, como trigo e soja, também aumentou.

“Hoje, está em crescimento a movimentação de carga geral em contêineres como forma de reduzir o custo logístico. Ainda temos muito a aprender sobre isso, mas com a expertise da AAR, com certeza avançaremos”, concluiu Vilaça.

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