Produção de caminhões continua em queda próxima a 40%

Produção de caminhões continua em queda próxima a 40%

Os números para a fabricação de ônibus também apresentam retração de 30% em 2012, mesmo com IPI reduzido montadoras de automóveis mantém produção em baixa, 6,2% a menos em 2012, nos sete primeiros meses do ano. Estoques recuam em 13 mil unidades em julho

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Linha de produção de caminhões da Scania, em São Bernardo do Campo (SP) - Foto: Scania do Brasil

O nível de atividade das montadoras de caminhões nos sete primeiros meses de 2012 está bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Com isso, a fabricação de veículos novos para este setor da economia ficou 39,4% menor do que em 2011.

No setor de ônibus, o número não é tão melhor: 29,7% de queda. Enquanto isso, mesmo com os incentivos do governo federal como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o aumento deste imposto para os veículos importados, as montadoras de automóveis também estão fabricando menos, retração de 6,2% ante o período entre janeiro e julho de 2011.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no acumulado do ano foram fabricados 75.425 caminhões (12.499 no mês de julho), 18.979 ônibus (3.087 unidades no mês passado) e 1.756.663 veículos automotores de passeio e comerciais leves (282.203 em julho).

Ao se analisarem os dados somente do mês passado, relatou a entidade em seu informativo, o desempenho desses segmentos da indústria automotiva ficou praticamente no mesmo patamar médio dos índices de recuo verificados até agora. A produção de caminhões caiu 37,2%, a de ônibus recuou 28,1% e a de automóveis apresentou a menor desaceleração dos três com redução de 0,8%.
De janeiro a julho deste ano o número de licenciamentos de caminhões no ano soma 78.382 unidades (10.556 no mês passado), um recuo de 18,8% (30,7% a menos somente em julho de 2012 contra o mesmo mês de 2011). Nos ônibus o licenciamento ficou em 16.757 unidades no acumulado deste ano (2.053 em julho), queda de 11,5% (24,4% menos no mês de julho).

Na soma entre as exportações e os emplacamentos, de janeiro a julho foram 92.198 unidades comercializadas (13.085 em julho) que ante a produção de 75.425 e importações de 2.935 veículos chegou a um total de 78.360 (12.855 no mês passado), fato que resultou novamente em uma redução de estoques, desta vez em mais de  13 mil veículos.

As nove companhias associadas à entidade fecharam os cinco primeiros meses do ano com 79.487 unidades vendidas, volume 18,9% menor que no ano passado. A MAN continua na liderança, com 25.154 unidades no ano (3.199 em julho). A Mercedes-Benz segue na vice-liderança, com 20.632 veículos (2.583 no mês), e a Ford aparece em terceiro lugar com 13.008 caminhões emplacados (1.693 em julho). A Volvo, com 8.197 unidades (1.344 no mês passado), aparece em quarto e a Iveco está em quinto lugar com 6.206 caminhões novos (792 unidades em nos 30 dias passados). A Scania segue em sexto lugar com 5.678 unidades (951 vendas no mês passado).

Com isso, a variação em comparação das vendas do ano passado continua apresentando sinal negativo para todas essas montadoras, com recuos que variam entre 15,2% para a MAN e 25,7% para a Scania. A única que apresentou crescimento no período foi a International que vem crescendo 28% no ano, mas isso se deve ao baixo volume de vendas do ano passado, quando voltou a produzir no País.

No acumulado do ano, os semileves apresentam a maior baixa ante 2011, com 29,4% menos vendas que em 2011, seguidos por pesados que vem caindo 26,1%%, semipesados que recuaram 17,6% até o final de julho, os leves aparecem logo em seguida com retração de 14,5% e os médios, após um suspiro no campo positivo das vendas voltaram a recuar no acumulado do ano com queda de 3,7%. Em volume de emplacamentos, os semipesados continuam à frente no ano com 27.434 veículos, os pesados vêm a seguir com 22.659 unidades, os leves com 18.646, os médios com 7.632 e semileves com apenas 3.116 veículos novos.

Automóveis

As quatro mais tradicionais empresas do setor mantiveram a posição de mercado no consolidado do ano. A Fiat ainda figura em primeiro com 445.900 unidades vendidas no ano (84.130 no mês), a Volks vem em seguida com 417.129 (78.731 em julho) carros comercializados, a norte-americana GM com 349.787 (59.257 no mês passado), veículos e em quarto a Ford, 184.382 (29.664 nos últimos 30 dias) unidades novas colocadas no mercado.

O vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, está otimista com os dados e projetou a recuperação na produção das montadoras. Segundo ele, com a redução do nível de estoque, começa a elevar o nível de produção para automóveis e comerciais leves.

Esse otimismo vem da expectativa de um desempenho recorde de vendas e produção para este mês, após encerrar julho com o segundo melhor volume de vendas em um momento em que o setor é incentivado por redução de imposto válida até o final deste mês. A Anfavea manteve suas previsões de crescimento de vendas e produção em 2012, com base justamente na expectativa de que o cenário que inclui a redução de juros e os estímulos à economia dados pelo governo reativem o crescimento da economia local.

“Estamos confiantes de que poderemos chegar a 4% de crescimento. A economia vai aquecer no segundo semestre e, consequentemente, vai puxar as vendas de veículos”, disse o presidente da entidade, Cledorvino Belini.

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