IATA “em estado de choque” com queda em 22,6% do transporte internacional de carga

“Sem precedentes e chocante” é como o director-geral e CEO da IATA, Giovanni Bisignani, se refere à queda em 22,6% do transporte internacional de carga

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“Sem precedentes e chocante” é como o director-geral e CEO da IATA, Giovanni Bisignani, se refere à queda em 22,6% do transporte internacional de carga no mês de Dezembro, numa declaração em que destaca o que essa quebra evidencia quanto ao estado do comércio mundial.

“Até em Setembro de 2001, quando grande parte da frota mundial ficou em terra [pelos atentados terroristas em Nova Iorque e Washington], a queda foi apenas de 13,9%”, ilustra Bisignani, citado na informação divulgada pela IATA sobre o transporte internacional de passageiros e carga no mês de Dezembro e no ano de 2008.

A IATA destaca que o transporte aéreo representa, em valor, 35% dos bens transaccionados internacionalmente, ao assinalar que a queda em 22,6% (medida em toneladas x quilómetros percorridos) é mais evidente “descrição do abrandamento do comércio mundial”.

A informação da IATA indica que a queda do tráfego foi superior a 20% para as companhias da Ásia e Pacífico (-26%), América Latina (-23,7%), América do Norte (-22,2%) e Europa (-21,2%).

As companhias de África e do Médio Oriente também registaram quedas, mas menos pronunciadas, em 8% e em 9,2%, respectivamente.

Para a totalidade do ano de 2008, a IATA indica uma queda do transporte internacional de carga em 4%, com as companhias do Médio Oriente a serem as únicas a apresentar crescimento, em 6,3%.

As companhias da América Latina são as que tiveram a queda mais forte, em 13,5%, seguindo-se da Ásia e Pacífico, com –6,6%, Europa, com –2,8%, África, com –2,5%, e América do Norte, com –1,9%.

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