Frete sofre com defasagem de quase 13%, diz NTC

84% das transportadoras brasileiras encolheram faturamento em 2016
Projeto quer financiar CNH dos mais pobres com dinheiro de multas de trânsito
Transportadoras alertam para defasagem de 14,58% nos fretes

frete-manaus-ntc

Uma sondagem com mais de 300 empresas do setor de transporte rodoviário de cargas em todo país desenvolvida pelo Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC & Logística (DECOPE) revelou uma diferença de 12,9% entre os fretes praticados no mercado e os custos efetivos da atividade. Embora o número seja menor do que o mesmo período do ano anterior (14,11%), ainda representa um aumento com relação a última pesquisa realizada em agosto de 2015 (10,14%).

+ ANTT esclarece procedimento para alteração de endereço de transportadores no RNTRC

O levantamento feito durante o Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET), ocorrido em São Paulo, no último dia 28, possibilitou também constatar que 75,8% dos entrevistados apresentou queda no desempenho financeiro de 0,1 a 10% no ano passado. Ainda de acordo com a pesquisa, 83,6% dos empresários não recebe fretes em dia e 78% dos entrevistados está pessimista com o ano de 2016, não esperando nenhum crescimento e até diminuição de mercado.

O histórico da defasagem nas últimas pesquisas costuma trazer números maiores no início do ano e uma diminuição ao término desse. A defasagem no frete tem sua origem tanto no acúmulo das defasagens ao longo dos anos quanto na inflação dos insumos que compõem os custos, com o combustível e a mão de obra liderando o ranking. Fora isso, o desconhecimento de todos os custos que devem ser considerados no cálculo também pesa na conta, de acordo com a pesquisa, por exemplo, 68,4% dos transportadores de carga fracionada desconhecem ou não cobram a TRT, Taxa de Restrição de Trânsito.

Com informações da NTC & Logística

+ Saiba tudo do mundo do transporte e da logística. Curta nossa página no Facebook!

COMMENTS