Segurança privada e a distinção das Pessoas Portadoras de Deficiências

O fato é que as PPD’s são capazes e devem ocupar seu lugar na sociedade e no mercado de trabalho. Elas têm direito de exercer plenamente sua cidadania

ISO 28000 e a gestão de Segurança Patrimonial
Fraudes e a segurança empresarial
Treinamento e gestão de pessoas em tempos de crise

No Brasil há quase 25 milhões de Pessoas Portadoras de Deficiências (PPD’s) sendo que grande parte é mantida fechada pelas famílias seja por preconceito, falta de informação, de paciência ou de consciência. Por outro lado, existem obstáculos como: calçadas esburacadas, falta de elevadores, de rampas, acessos especiais e transporte adaptado, que também colaboram para este confinamento.

O fato é que as PPD’s são capazes e devem ocupar seu lugar na sociedade e no mercado de trabalho. Elas têm direito de exercer plenamente sua cidadania. Aliada a isto existe ainda o desafio da mudança cultural e de postura.

A chamada lei de cotas de reservas de emprego para Pessoas Portadoras de Deficiências no mercado de trabalho, se devidamente aplicada e fiscalizada, muito irá colaborar para a convivência social destas pessoas. Esta lei obriga empresas, a partir de 100 empregados, a preencherem de 2% a 5% de seus cargos com Pessoas Portadoras de Deficiências. Só que não basta respeitar a lei, é preciso criar condições para a inclusão destes trabalhadores junto às empresas. E esta inclusão deve ser pensada não somente em termos de acessibilidade, mas também preparar o conjunto de empregados, dirigentes, parceiros e colaboradores para recebê-los de forma adequada.

Em princípio, diferenças podem nos causar estranheza e certo desconforto, mas isto só se dissipará à medida que nos acostumamos a conviver com elas.

Nesse contexto precisamos preparar a Segurança Privada para as várias observações das PPD’s.Sabemos distinguir uma PPD verdadeira de uma PPD falsa?

Os acessórios utilizados por PPD’s podem ser utilizados para armazenar e transportar armas. Também a arma pode ser camuflada como acessório, e, sendo assim, devemos conhecê-los em profundidade.

O grande desafio está, em analisar com tirocínio preventivo de segurança, as PPD’s em sua complexidade, sem causar constrangimento e discriminação.

Recomendo algumas boas práticas para melhor convívio com as PPD’s. Quando for apresentado a uma PPD fale diretamente com ela não com terceiros, por exemplo, um acompanhante ou um intérprete.

Ao se referir a uma PPD evite termos como: cego, surdo, aleijado, paralítico, retardado, louco, etc. Use a terminologia mais adequada como: pessoa com deficiência: visual, auditiva, física, intelectual, etc.

Se perceber que a pessoa precisa de ajuda ofereça, mas espere ser aceito antes de ajudar. Se ela aceitar peça-lhe que explique exatamente o que você deve fazer para auxiliá-la.

Faça sua parte para tornar mais fácil a mobilidade de PPD no trânsito. Preste atenção para não obstruir guias rebaixadas e vagas reservadas para estas pessoas.

No transporte coletivo respeite os assentos reservados para elas.

As PPD têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas, permita-lhes que isto ocorra.

Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar, mas procure outra pessoa para atendê-la.

As pessoas com deficiência são pessoas como você e têm os mesmos direitos, sentimentos e sonhos. Não tenha receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja sempre com naturalidade e caso ocorra alguma situação embaraçosa, nada como uma dose de delicadeza, sinceridade e bom humor para dissipá-la.

Enfim, normas, regulamentações e demais legislações são bastante abrangentes, cabe a cada cidadão cobrar do poder público sua prática e fiscalização.

Teanes Carlos Santos Silva é gestor de Segurança Empresarial.
teanes@transportabrasil.com.br

teanes60x60 Visite o perfil do articulista

É proibida a reprodução do conteúdo deste artigo em qualquer meio de comunicação,eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Portal Transporta Brasil. As opiniões emitidas nos artigos são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do Portal Transporta Brasil.

COMMENTS