A Ford PRO apresentou as versões de cabine simples da família Ranger, voltadas para o trabalho e para frotas de serviços urbanos, como, por exemplo, empresas eletricitárias que usam o veículo com cesto aéreo e outros implementos especiais.
A picape chega ao mercado brasileiro, em sua versão de câmbio manual, ao preço de R$ R$ 256.600 e traz diversos atributos interessantes para uma versão “pé de boi”.
Para começar, é uma Ranger: a picape média que tem se destacado no mercado brasileiro com sua família que, em todas as versões, registrou mais de 30 mil unidades emplacadas no ano passado.
No mês de julho, a Ranger liderou o segmento de picapes médias no Brasil, com 3.402 emplacamentos e 25,2% de participação, segundo o Renavam.
A Ranger XL atingiu, em julho, o recorde de 17,7% de share no segmento de picapes de entrada com 447 unidades. Somente na pré-venda, que aconteceu de março a julho, a Ranger XL registrou mais de 1.400 unidades vendidas, das quais aproximadamente 900 já foram entregues aos clientes.
Picape de luxo com roupa de trabalho

A Ranger XL cabine simples com transmissão manual de seis velocidades tem motor Ford Panther diesel 2.0 com 170 cavalos de potência e um torque de 405 Nm.
Por dentro, ela traz todo o conforto e a tecnologia que a família Ranger oferece, com direção elétrica, painel de instrumentos digital de 8 polegadas, central multimídia Sync 4 com tela de 10 polegadas que espelha smartphones via Android Auto e Apple Car Play e acabamento de boa qualidade.
Por fora, a picape traz a vantagem de ser cabine simples com um ganho na capacidade de carga: a caçamba tem 2,24m de comprimento e é capaz de transportar 1.690 litros com até 1.223 kg de carga útil.
Teste em São Paulo

Fizemos um trajeto por diversos bairros da cidade de São Paulo ao volante da Ranger XL cabine simples, com a transmissão automática. O motor é o velho conhecido Panther, que também equipa outras versões da Ranger e as vans e furgões Transit da Ford.
A picape é silenciosa e econômica. Fez uma média de cerca de 10,5 km/l no percurso. A transmissão é muito bem resolvida. As marchas são de fácil engate e encaixe, a embreagem é macia e precisa.
Dirigir a Ranger de trabalho é muito parecido com a experiência de pilotar as versões mais completas. A posição de direção é confortável, o volante é o mesmo para todas as versões, com botões de comando que facilitam a operação.
No anda e pára da cidade, não foi possível testar com precisão o controle de cruzeiro, que é simples e faz a manutenção da velocidade escolhida, mas foi possível testar a dinâmica do veículo e sua transmissão.

A arrancada é estável e fácil, a primeira marcha se encaixa com tranquilidade e a picape não “treme” nem dá trancos. Ao desenvolver mais velocidade, a Ranger XL mostra a parametrização de sua transmissão, que privilegia a manutenção da velocidade nos trechos urbanos.
É fácil manter os 50 km/h do limite das principais ruas e avenidas de São Paulo usando a terceira e a quarta marcha, sem precisar ficar escolhendo marcha ou reduzindo. O painel digital facilita a operação e mostra as marchas a serem engatadas de acordo com o giro do motor.

A Ranger tem capacidade de imersão de 80 cm, como em outras versões, rodas de aço e tanque de diesel com capacidade para 80 litros. Nas vias com aclive acentuado, o assistente de partida em rampa e o controle automático de descida trazem segurança e conforto.
Dentre as picapes de trabalho, a Ranger demonstrou ser uma excelente opção, oferecendo robustez e simplicidade sem abrir mão da assinatura de luxo e tecnologia das outras versões da família.
Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br
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