A Ibor Transporte Rodoviário, empresa de Juiz de Fora (MG) tem um projeto ousado e criativo para descarbonizar suas operações e reduzir o impacto do transporte de cargas: eles criaram, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora, uma usina produtora de biodiesel a partir de óleo de cozinha usado.
Iniciado em 2021, o projeto já teve R$ 40 milhões em investimentos e deu como resultado uma usina capaz de produzir cerca de 30 mil litros de biodiesel por mês, que serão utilizados na própria frota da transportadora, em suas operações de transporte de produtos siderúrgicos, bobinas de papel e de aço, entre outras carga lotação.
Volvo B100

E é aí que entra o protagonista da história: o caminhão Volvo FH 500 B100 Flex, feito e adaptado para rodar com biodiesel puro, um veículo que tem sido utilizado em operações semelhantes no agronegócio, no Centro-Oeste do Brasil
A Ibor encomendou 10 unidades do Volvo FH 500 B100 Flex para realizar o transporte de cargas industriais em rotas em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo e algumas regiões do Centro-Oeste, Nordeste e Sul do Brasil.
Meta ousada
Segundo a Volvo, o objetivo da Ibor é reduzir as emissões de CO2 em mais de 85% com o projeto e chegar a uma produção de 90 mil litros de biodiesel por mês, para que, no futuro, toda sua frota seja abastecida com o combustível renovável. Hoje, a usina é capaz de produzir 30 mil litros do combustível por mês.
Para o diretor Operacional da Ibor, Luiz Antônio Bordim Junior, o biodiesel de óleo de cozinha representa uma chance de transformar um resíduo em energia limpa, conectando comunidades e estradas em um ciclo de sustentabilidade. “O Projeto Frota Verde estabelece um novo padrão para o transporte rodoviário brasileiro, provando que é possível unir eficiência operacional com responsabilidade ambiental, crescimento com sustentabilidade”, diz o executivo.
A Volvo, participante importante do projeto, se mostra satisfeita em fazer parte de uma iniciativa que se move em busca da descarbonização do transporte brasileiro. O diretor-executivo da Volvo Caminhões, Alcides Cavalcanti, conta que os propósitos da empresa são parecidos com os da Ibor. “Queremos trabalhar para um setor de transporte forte e sustentável. Por isso desenvolvemos essa versão do FH B100 Flex, que pode ser abastecido com até 100% desse biocombustível”, diz Cavalcanti.
Os caminhões movidos a B100 da Volvo passaram por algumas alterações no motor, nos tanques e no sistema de emissões e pós-tratamento, já que o B100 tem propriedades diferentes do diesel proveniente do petróleo. Nos tanques, existem novas mangueiras, tubulações, conexões e vedações, assim como no motor.

O catalisador e o filtro de material particulado, segundo a Volvo, também são diferentes na versão B100 do FH. na parte eletrônica e tecnológica, as diferenças estão nos sensores para detecção da mistura do combustível e nos programas, ou softwares, de injeção de combustível e do controle de emissões. Por fim, existe também uma grande diferença na homologação das emissões dos caminhões.
Segundo a Volvo, o negócio dos caminhões da Ibor foi fechado pela concessionária Volvo Treviso, grupo responsável por atender as regiões de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A Ibor Transporte Rodoviário tem forte tradição no mercado opera atualmente com 500 motoristas e mais de 750 funcionários no transporte de carga pesada com frete lotação, transportando produtos siderúrgicos de todo tipo, painéis de fibra de madeira, bobinas de papel e celulose e outros insumos e itens acabados.
Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br
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Agência Transporta Brasil – ATB


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