Brasil ultrapassou a marca de 50 mil caminhões produzidos até maio

Brasil ultrapassou a marca de 50 mil caminhões produzidos até maio

Número apresentado pela Anfavea é 30% maior do que o dos cinco primeiros meses do ano passado. O efeito Euro 6 passou?

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A indústria de caminhões no Brasil sofreu com o que nos acostumamos a chamar de “efeito Euro 6”. A partir de primeiro de janeiro de 2023, todos os veículos movidos a diesel, notadamente os caminhões e ônibus, obrigatoriamente tiveram que adotar as novas tecnologias de emissões para atender às novas normas em vigor, muito mais rígidas, para controlar os poluentes gerados pela queima do diesel no transporte.

Com isso, os caminhões ficaram cerca de 20 a 30% mais caros, graças à adoção de novos equipamentos de pós-tratamento, como filtros de particulados, novos catalisadores, novos sistemas de recirculação de gases e de redução de poluentes. O efeito disso no mercado? Uma queda na produção e nas vendas que fez do ano de 2023 um período bastante difícil para o setor de caminhões no nosso país.

Será que o efeito Euro 6 passou?

Tudo indica que sim. Quase um ano e meio depois da “virada de chave” para o sistema Euro 6, ou, no nome oficial, Proconve P8, os números da Anfavea, associação que representa todos os fabricantes de veículos automotores com produção no Brasil, mostram que, de janeiro e maio de 2024 a indústria brasileira de caminhões produziu 52,2 mil unidades, número 29,9% maior do que o mesmo período do ano passado.

A produção de maio deste ano, segundo a entidade, foi de 11,2 mil unidades, contra 8,4 mil de maio do ano passado, um salto de 33,1%. De fato, os números de emplacamentos, de produção e as notícias de compras de caminhões pelas empresas têm mostrado que o caminhão Euro 6 brasileiro finalmente encontra um cenário mais ajustado à realidade. Para a Anfavea, o momento é de retomada da normalidade e existe espaço para mais crescimento.

“Estamos retomando o quadro de normalidade e entendemos que existe espaço para mais crescimento, com a expansão do PIB e a esperança por taxas de juros mais razoáveis. Os investimentos no Brasil estão crescendo e o setor de pesados, muito ligado a obras de infraestrutura, comemora a notícia positiva do PIB do primeiro trimestre, com crescimento da linha de capital bruto fixo”, disse Eduardo Freitas, vice-presidente da Anfavea à reportagem do Transporta Brasil.

Ônibus e o Caminho da Escola

No segmento de ônibus, os números da Anfavea mostram um crescimento ainda maior, com 12.029 chassis produzidos de janeiro a maio deste ano no País, contra 7.590 no mesmo período do ano passado, um salto de 58,5%. Parte deste crescimento se deve ao efeito “pós-pandemia”, já que o setor de transporte de passageiros ainda se recupera dos anos de crise sanitária provocados pelo coronavírus e, mais recentemente, ao Programa Caminho da Escola, iniciativa do governo federal que prevê a realização da compra de mais de 15 mil unidades para o transporte de alunos em todo o Brasil.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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