Kia Motors celebra 30 anos de Brasil e tudo começou com veículos comerciais

Kia Motors celebra 30 anos de Brasil e tudo começou com veículos comerciais

Marca coreana já comercializou mais de 450 unidades de veículos no mercado brasileiro. Bongo de carga está entre os sucessos

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A Kia Motors, tradicional fabricante sul-coreana de veículos, está completando 30 anos de mercado brasileiro com 450 mil unidades de veículos vendidos por aqui. Tudo começou em 1992, quando o empresário José Carlos Gandini, pai do atual presidente da Kia Motors Brasil, José Luiz Gandini, foi procurado por um cidadão sul-coreano que buscava um representante em terras brasileiras para a Kia Corp. A proposta era ser o importador oficial da empresa por aqui e a condição era que o primeiro pedido fosse de no mínimo 1.000 unidades.

O início com veículos comerciais

Gandini aceitou o desafio e o primeiro pedido foi feito e consistia em unidades da van de passageiros Kia Besta, a picape Ceres, a Besta Furgão e o caminhão leve K3500. Isso prova a vocação da Kia para veículos comerciais no Brasil.

De lá para cá, foram mais de 50 mil unidades da Besta importadas para o Brasil e 62 mil unidades do Kia Bongo, inicialmente importadas diretamente da Coreia do Sul e, posteriormente, montadas no Uruguai.

De fato, a Kia tem um legado importante para os comerciais leves e o transporte de passageiros no Brasil, oferecendo veículos com bom custo-benefício, de apelo popular e capazes de entregar alta produtividade para o transporte de passageiros e de cargas leves nas grandes cidades e em todo o interior brasileiro. E, para dar suporte de pós-venda a clientes tão exigentes como os de veículos comerciais, a Kia iniciou sua jornada no Brasil com a responsabilidade de manter esses veículos rodando e criou uma estrutura de peças e de manutenção capaz de atender a um crescente parque circulante. “Desde sempre, cuidamos dos clientes de veículos comerciais, porque autônomos e frotistas não podiam – e nem podem – ficar com seus utilitários parados por falta de peças e de componentes. Essa cultura na empresa foi mantida também quando a Kia passou a comercializar mais carros de passeio. De modo resumido, a trajetória de 30 anos da Kia Brasil pode ser traduzida pela definição da palavra resiliência. Desde o momento do início das operações, até os dias de hoje, passando por momentos de altos e de baixos do setor de importação, ora com medidas governamentais de proteção à indústria nacional ora com as instabilidades cambiais”, conta o carismático José Luiz Gandini, presidente da Kia Brasil.

A Kia Motors do Brasil foi fundada no dia 30 de junho de 1992. De agosto a dezembro do mesmo ano, a Kia Brasil iniciou a estruturação da sua rede de concessionárias com seis pontos de atendimento full service, uma característica da empresa desde o início das operações por ofertar ao mercado brasileiro veículos considerados de trabalho, que necessitam de pronto atendimento de pós-vendas. Naquele ano, a Kia apresentou pela primeira vez sua linha de produtos ao público no Salão do Automóvel.

Nesses trinta anos, embora o percurso da Kia Brasil esteja marcado pela resiliência, em paralelo mostrou-se inovadora e fez história no mercado brasileiro, a começar pela ousadia de adotar a corruptela de Best A (nome original do utilitário) para Besta, que virou sinônimo de van no Brasil, ao introduzir o SUV Sportage 4×4 Diesel, ao efetivar o merchandising em novelas, ao lançar motor de 3 cilindros, até chegar aos atuais modelos eletrificados Niro, Sportage e Stonic.

Em volumes, do total de 450.000 unidades licenciadas no período de três décadas, os cinco modelos mais vendidos são o Sportage (106 mil), Cerato (71 mil), caminhão Bongo K2500 (62 mil), Besta (58 mil) e Picanto (42 mil).

Bongo no Uruguai

Em 2009, um outro fato marcante na história do Grupo Gandini, representante oficial da Kia Corp. no Brasil. Além da importação de veículos sul-coreanos para mercado brasileiro, o grupo foi nomeado pela Kia Corp. distribuidor no país vizinho Uruguai e recebeu licença de fabricação do caminhão leve Bongo K2500, em Montevidéu, cujas operações começariam no ano subsequente. Do total de 62 mil Bongo, 37 mil unidades foram fabricadas do Uruguai.

Em 2016, o Grupo Gandini iniciou a construção de centro tecnológico veicular no município de Salto, no interior de São Paulo. Com investimento total da ordem de R$ 55 milhões, o Gandini Centro Tecnológico entrou em operação em setembro de 2019. Reconhecido pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o laboratório realiza testes de emissões de gases de escapamento (NBR 6601), consumo de combustível (NBR 7024), emissões evaporativas (NBR 11481), análise de aldeídos (NBR 12026), análise de álcool não queimado (NBR 15598), medição de opacidade (NBR 130370) e veículos rodoviários híbridos leves (NBR 16567), entre outros.

Hoje a Kia compete em diversos nichos do mercado automotivo brasileiro oferecendo veículos de diversos padrões movidos a combustível, híbridos e, agora, entrando na era da eletrificação.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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