Consórcios de caminhões fecharam 2022 com fôlego extra

Consórcios de caminhões fecharam 2022 com fôlego extra

Em outubro e novembro do ano passado, as vendas de consórcios para veículos de carga passaram de 25 mil cotas por mês

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Um estudo realizado pela ABAC, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, com foco em caminhões, mostra que, em um período de 20 meses, compreendido entre março de 2021 e novembro de 2022, o Brasil vendeu um total de 275 mil cotas de veículos de carga, com picos de mais de 25 mil cotas nos meses de outubro e novembro do ano passado.

De acordo com a entidade, o setor conta com mais de 408 mil participantes ativos em consórcios de caminhões e registrou um crescimento significativo no pós-pandemia. Uma comparação entre o número de cotas ativas no final do ano passado com as 263,41 mil de março de 2021 revela um crescimento de 55,1% ao longo de vinte meses.

Distribuição no mapa do Brasil

Os números da ABAC mostram também que a região Sudeste é a que concentra o maior número de cotas de caminhões, com 48,9% do total, seguida pelo Sul, com 20,3%, pelo Centro-Oeste, com 13,7%, pelo Nordeste, com 13,3% e pelo Norte, que detém 3,8% das cotas ativas.

Outro dado de destaque do levantamento da entidade mostra que as pessoas físicas são a maioria entre os cotistas de consórcio de caminhão, com 64,3% das participações, contra 35,3% de empresas. O restante, 0,4%, são referentes a cooperativas e entidades setoriais. Os números são referentes a outubro de 2022. Este dado revela o maior número de autônomos na compra de cotas de consórcio de caminhões no Brasil.

Os caminhões médios lideram os consórcios, com 36,8% das cotas ativas e em segundo lugar ficam os pesados e extrapesados, que somam 34,9%. Os leves representam, segundo a ABAC, 28,3% das participações.

Consórcio é alternativa para empresários e autônomos

O presidente executivo da associação que representa as administradoras de consórcios, Paulo Roberto Rossi, acredita que a modalidade serviu como uma alternativa viável para as transportadoras e autônomos na aquisição de caminhões, apesar de todas as turbulências do mercado. “O consórcio se apresenta como uma alternativa de autofinanciamento, seja para renovação ou ampliação de frotas, em razão do caráter de planejamento e dos custos mais baixos. Face às peculiaridades, que diferencia o consórcio das demais formas de aquisição disponíveis no mercado, esta modalidade é uma excelente opção. As perspectivas para o consórcio no mercado de caminhões são excelentes, visto que, de acordo com recente relatório macroeconômico e setorial da Quorum Brasil, o setor de transporte terrestre cresceu 14,7% em 2021 e 19,2% em nove meses de 2022”, afirma Rossi.

Sobre os custos do consórcio, a ABAC levantou que a taxa média de administração praticada no Brasil no final do ano passado foi de 0,092% ao mês para um prazo médio de 150 meses de duração dos grupos.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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